Art Attack

Achados Humanos – Camila Svenson

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“Posso tirar uma foto sua? Uma foto minha? Mas por que? Porque você me interessou.” É com esse discurso que a fotógrafa Camila Svenson, 23 anos, traz uma coleção de retratos de desconhecidos em seu projeto Achados Humanos. Com um olhar peculiar, Camila busca pessoas e cenas que encham os seus olhos por onde passa. A cada retrato, um novo desconhecido, uma nova história. Camila, não poderíamos concordar mais com você:

“Acho que quando a gente fotografa, nossos olhos mudam completamente, e passa-se a enxergar coisas que antes eram invisíveis. Digo, elas sempre estiveram ali, mas quase ninguém repara. E pra mim fotografia é isso, é tentar mostrar como esses detalhes da vida são bonitos, ou tristes. Conseguir passar um sentimento é muito mais importante do que ter um equipamento caríssimo.”

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O nome dela é Dora. Ela vende pipoca na frente de um desses parques de diversões com roda gigante, carrinho bate-bate e algodão doce. (Belo Horizonte)

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Gosto desse homem porque ele vinha subindo a rua cantando Bob Dylan e bebendo uma cerveja dentro do saquinho pra ninguém ver. (Coney Island)

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Eles cuidam de todos os cachorros que acham pelas ruas e abriram a porta para nos deixar fotografar. No fundo da sua casa, havia uma entradinha pequena para o rio. Ele as vezes pescava por lá. Ela não. (Bororé/São Paulo)

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– Ainda bem que você resolveu me fotografar hoje, porque eu vim até de maquiagem. (Mercadão de SP)

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Não tenho uma história interessante sobre esse retrato. Ele simplismente me deixou fotografa-lo, então nos despedimos e provavelmente nunca mais vamos nos ver. Foi isso. Mas eu realmente gosto da cor dos seus olhos, e também do seu meio sorriso. Foi uma boa primeira e última impressão. (Brooklyn, NY)

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– Posso tirar uma foto sua?. – Pode.
– Obrigado. – Não, muito obrigado você por querer me fotografar. (Coney Island)

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– Posso tirar uma foto sua?
– Pode, mas só tenho 1 segundo.
– 1 segundo é o suficiente. (Brookylin, NY)

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Dos carnavais. São Paulo/2012

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Esse senhor foi muito simpático. Depois de fotografá-lo ele me fez fotografar todos os seus amigos, e disse que poderia ser meu agente, e me arrumar pessoas por aí. (Nova York)

Via. Dica da Camila Contrera.