O Azerbaijão, país localizado entre o Leste Europeu e o Sudoeste Asiático, possui como parte de sua história tapetes feitos à mão, cheios de detalhes, formas e cores. Nas mãos de Faig Ahmed, as tradicionais peças são recriadas.

Suas padronagens são alteradas para criar composições com distorções contemporâneas: pixels, grafites, ilusões ópticas e várias imperfeições intencionais – características da Glitch Art, que explora a estética do erro e a variedade de técnicas de manipulação de imagens digitais para transformá-las em formas não convencionais de arte.

O artista rearticula o design original desmanchando sua estrutura para construir composições que enganam o olho, que mais parecem derreter ou não “carregar” por inteiro direito. Assim, os tapetes ganham formas escultóricas contemporâneas que parecem, de fato, falhas digitais.

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Ahmed, natural do país, explica que seu fascínio pelos têxteis decorre de seu valor histórico, da humanidade usando tecidos para quase todo o comprimento da história humana. “Outra coisa que me interessa é o padrão”, comenta. “Padrões e ornamentos podem ser encontrados em todas as culturas, às vezes semelhantes, às vezes muito diferentes. Considero-os palavras e frases que podem ser lidas e traduzidas para uma linguagem que todos nós entendemos”.

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O artista atualmente vive e trabalha na cidade de Baku. Formado em Escultura pela Academia Estadual de Belas-Artes do Azerbaijão em 2004, Faig focou primeiramente em pintura, vídeo e instalação, mas hoje concentra-se em têxtil e escultura.

Recentemente, Ahmed fez uma exposição individual na galeria italiana Montoro12 intitulada “Omnia Mutantur, Nihil Interit”, algo como “Tudo muda, nada perece”, e as obras na mostra conjunta “Crafted: Objects in Flux” (Objetos em Fluxo), que aconteceu no Museu de Belas Artes de Boston (EUA).

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Muitos desses trabalhos recentes também estão ligados aos interesses de Faig Ahmed na pesquisa genética e na física quântica: os tapetes ‘mutados’ servem como uma tentativa de mostrar a impossibilidade de encontrar simetria na natureza em um mundo caótico.

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Para mais informações, vale a pena acessar o site do artista!

Via.

Leyda Torquato é jornalista, vegetariana e adora todo tipo de arte. Quase desistiu da moda até encontrar todas as suas possibilidades mais justas e sustentáveis e, como toda libriana, não liga de ficar em sua própria companhia.

Leyda Torquato – já escreveu posts no Follow the Colours.


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