Qualquer pessoa poderá ter acesso ao acervo digital e aos arquivos relacionados ao tema. 

Que o Brasil é um país rico em cultura, isso nós já sabemos. De tão grande, cada região, de norte a sul, tem a sua própria marca, seja com um sotaque, comidas típicas ou hábitos regionais característicos.

Para celebrar a cultura nordestina e uma de suas formas de expressão mais conhecidas – a literatura de cordel – a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos divulgou o acesso a mais de 11.000 obras de seu acervo digital relacionadas ao tema, algumas datadas de 1930.

Entre os arquivos estão textos, CD’S e DVD’S adquiridos pelo Escritório da Biblioteca do Congresso, localizado no Rio de Janeiro, com o objetivo de formar a maior coleção de cordéis do mundo, servindo como fonte de pesquisa para interessados no tema.

O arquivo da Biblioteca conta com muitos cordéis retirados de blogs e páginas online oficiais, como a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e o Centro Cultural dos Cordelistas do Nordeste, o que mostra que o gênero tem se disseminado pela web também. É incrível ver a quantidade de sites que se dedicam a essa arte brasileira.

Os folhetins de cordel são comumente vendidos na rua e têm duas funções principais: entreter e educar. É por meio deles que são repassadas informações importantes, como dicas de prevenção contra a dengue, e também são contadas histórias populares e tecidas críticas sociais e políticas.

Junto com os cordelistas, o repentista, que improvisa um poema de forma cantada (repente também significa cantoria, daí o nome) é figura importante da tradição nordestina e da cultura oral dessa região.

J. Borges xilogravura nordestina

O fantástico J.Borges é um doa maiores cordelistas e xilogravuristas do nordeste, patrimônio vivo da cultura brasileira. 

J. Borges xilogravura nordestina

Sobre a Literatura de Cordel – os folhetins populares

Literatura de Cordel é uma manifestação literária da cultura popular brasileira típica do nordeste do país, sendo muito notória nos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte e Ceará.

Sua forma mais habitual de apresentação são os “folhetos”, pequenos livros populares com capas de xilogravura que ficam pendurados em barbantes ou cordas, e daí surge seu nome. O gênero literário geralmente é feito em versos.

A linguagem dos cordéis é informal, com uso de humor, ironia e sarcasmo, além de abordar vários temas como o folclore brasileiro, religiosos, profanos, políticos, episódios históricos, realidade social, etc, além de sempre ter a presença de rimas, métricas e oralidade.

J. Borges xilogravura nordestina

Para ter acesso a todo conteúdo sobre a Literatura de Cordel, veja o site da Biblioteca do Congresso.

Via.

Mariana é jornalista e comunicadora. Adora descobrir novos lugares, explorar a cidade a pé e andar sem pressa. Se interessa por viagem, cultura e tudo o que é novidade. Escreve um blog sobre meio ambiente, sustentabilidade e consumo consciente. Também se dedica a cozinhar, como forma de prazer e arrisca novas receitas no tempo livre.

Mariana – já escreveu posts no Follow the Colours.


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