Milhares de amostras são organizadas em prateleiras por cores na fábrica da Pantone em Nova Jersey, EUA. 

Loucos por Pantone: tremei! Essa é a sua chance de conhecer a fábrica da paleta de cores mais famosa do mundo, nos subúrbios de Nova Jersey, Estados Unidos. Em um galpão que em nada chama atenção por fora, acontece a mágica.

É lá que fica a fábrica da Pantone, a empresa que é conhecida mundialmente por ser o padrão fiel dos tons nas indústrias, a linguagem universal das cores, a que dita todo o ano a cor que será tendência, que ocupa cidades, produtos, acessórios, espaços e que define o nome e o número que cada pequena alteração de pigmentos irá levar.

Recentemente, o designboom visitou a sede da fábrica da Pantone como parte de um evento de imprensa exclusivo para o lançamento da série P10, em parceria com o Instituto Pantone Color.

A colaboração única teve como resultado duas novas cores, que buscam refletir a variedade de personalidade de seus consumidores: Dazzling Blue (azul deslumbrante) e a cor já anunciada previamente como sendo a representante de 2017, Greenery.

O técnico da fábrica mistura vários pigmentos juntos.

Todas as tintas são misturadas à mão para obter-se o tom perfeito.

Esses pigmentos são combinados para serem utilizados em seus guias/paletas de cores.

Os técnicos são super treinados para discernir as mais diversas diferenças e variações nas cores.

Após o tom desejado, as tintas então são raspadas da superfície de mistura, deixando listras notavelmente atraentes! 

A HISTÓRIA DA FÁBRICA DA PANTONE

Como já contamos aqui, a fama da Pantone vem crescendo desde 1963, quando um de seus funcionários, Lawrence Herbert queria tornar precisa a classificação da tabela de cores proposta. Como o assunto era delicado, já que depende da visão de cada um e cores acabam por ser uma questão de ponto de vista, Herbert decidiu criar por si um sistema de identificação definitiva de cor. Nascia assim o catálogo que ajuda consumidores e empresas a combinarem cores que comunicam-se perfeitamente dentro de um padrão, independente de suas percepções pessoais.

Este foi o momento em que a Pantone ganhou um alcance exorbitante, sem nunca olhar para trás. Tecnologia digital, têxteis, plásticos, tecidos, arquitetura e interiores, são algumas das muitas atividades da empresa. Além disso, seu Instituto de Cores ajuda outras companhias a tomarem decisões informadas sobre seus produtos e ideias, fornecendo dados sobre tendências, previsões e insights, além do desenvolvimento de marca e soluções de cores personalizadas.

A empresa hoje não é conhecida “somente” por tabelar cores! Viaje nos processos da fábrica da Pantone:

Os testes das tintas são alinhados na parede.

Uma máquina é usada para testar a qualidade da imagem e das cores.

Enquanto os técnicos de tinta misturam cuidadosamente os pigmentos e os profissionais responsáveis pelo padrão de cores examinam as amostras, uma frota de máquinas incrivelmente elaboradas mistura os corantes usados para tecidos. 

Diversos tons de azul catalogados na sobra da paleta de cores.

Aqui, os corantes para tecido são misturados por um sistema robótico, antes de serem verificados a olho por uma especialista em Pantone.

A máquina pega os diversos recipientes e os mistura em conjunto. O resultado traz padrões perfeitos de cor. 

Caso alguma variação é detectada, as amostras são criadas novamente. 

Milhares de folhas de papel são armazenadas na fábrica após passarem pelo setor de qualidade. 

Elas então viram os catálogos montados que são bastante conhecidos pelos designers. 

A cor do ano estampa a recepção da fábrica. O que será que a Pantone reserva para os próximos meses? 

Não há fim por mais longe que se vá, porque as cores estão em todo lugar. 

Via | Imagens: Cortesia de Design Boom.

Se eu te disser todos os clichês sobre ser uma jornalista apaixonada por moda, fotografia, viagens e cultura, será que você acreditaria?

Clarissa Jurumenha – já escreveu posts no Follow the Colours.


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