A biblioteca pública de Nova York (The New York Public Library) foi além das tradicionais exposições que tomam as suas paredes como palco e montou um projeto inédito: uma database virtual que conta toda a história da fotografia.

A ferramenta de pesquisa bibliográfica traz mais de 190 mil registros cadastrados. O chamado “Catálogo de Identidades Fotográficas” – tradução livre de ‘Photographers Identities Catalog’ (PIC) – mostra profissionais, estúdios, manufatureiros, negociadores artísticos, entre todas as pessoas envolvidas no processo de produção de uma fotografia, exposição ou negociação desta.

O objetivo, segundo o site oficial, é o de se tornar a primeira fonte de pesquisa para os historiadores, geógrafos, estudantes, arquivistas, fotógrafos e entusiastas no assunto. “Se você tem internet, está com sorte: todo o material produzido pode ser acessado e baixado (alguns em alta resolução) gratuitamente”, afirma o site. Isso significa que todos os dados, imagens e códigos são livres para você usar como deseja.

Grandes nomes da fotografia brasileira, como Sebastião Salgado e Vik Muniz, fazem parte do catálogo de pesquisas. Apesar disto, não é tão simples fazer parte do site. É preciso ter uma biografia e coleções publicadas (virtualmente) em instituições públicas ao redor do mundo.

As pesquisas são divididas por interesse, por nome de algum fotógrafo específico, nacionalidade, data (de 1687 até o ano atual) e até por ordem alfabética. Se você não conhece algum fotógrafo específico, mas sabe, por exemplo, sua nacionalidade, é possível filtrar nas buscas um período de tempo e uma localidade. Quanto mais informação, mais fácil conhecer o acervo de algum artista!

Foto do início do século 20 de Edwin Levick, “Tio Sam, anfitrião. Imigrantes recebem refeição grátis em Ellis Island”. A imagem faz parte da coleção de fotografia da NYPL.

É possível ainda desvendar curiosidades como: qual foi a primeira fotógrafa mulher no mundo? Quais os países mais inusitados com profissionais de fotografia? Qual o país com maior número de fotógrafos no mundo? Qual o processo que o (a) artista X usa? É só deixar sua criatividade e curiosidades rolarem soltas. Curtiu? Acesse aqui.

Clarissa Jurumenha é jornalista, publicitária, aspirante a fashionista, louca por memes, trendings do momento e coxinha de frango. Aos 25 anos e um bocado de projetos não realizados, colocou em prática o #BrasíliaNaMala e resolveu anunciar para o mundo duas outras paixões: fotografia e moda.

Clarissa Jurumenha – já escreveu posts no Follow the Colours.


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