Sustentabilidade, slow fashion e a valorização do feminino são só alguns dos conceitos da Ada. A marca brasileira, que foi lançada em março/2016, têm como objetivo fazer com que as mulheres se libertem seu estilo de maneira consciente.

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Os conceitos são muitos: empoderamento feminino, slow fashion, veganismo. Uma marca com tantas preocupações e noção de responsabilidade só poderia vir da cabeça de duas criativas que uniram suas forças para ir além do idealismo e, de fato, fazer acontecer.

Criada pelas sócias Camila Puccini e Melina Knolow, a Ada é a realização de tudo o que elas acreditam. O nome foi inspirado em Ada Augusta Byron King, a responsável pela criação do primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina. A coleção inicial, que dá o tom da marca, homenageia grandes personalidades femininas da história como Audre Geraldine Lorde, militante dos direitos das afro-alemãs e Almerinda Farias Gama, militante feminista brasileira.

A dupla conta que prioriza matérias primas de fibras naturais feitas 100% no Brasil e que respeitam os direitos dos animais. Além disso, todo o resíduo produzido pelas peças é destinado à ONG Patas Dadas, que transforma as sobras de tecido em capas e camas para cachorros e gatos, dando um novo significado para o que seria considerado lixo industrial.

A Ada conta com peças minimalistas feitas artesanalmente que permitem que a mulher se vista do seu jeito, sem se importar com as tendências. Adeptas do slow fashion, Camila e Melina criaram vestidos que gostariam usar e que não agridem o planeta. O “menos é mais” é realmente colocado em prática para permitir que a mulher consiga compor um look que esteja perfeitamente dentro da sua personalidade e estilo. Conversamos com as duas para saber mais sobre suas inspirações:

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“Acreditamos que menos é mais, acreditamos na liberdade de reinventar-se sem agredir o planeta. Talvez você não precise de mais peças de roupas e sim da roupa certa”. 

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As peças são veganas e minimalistas para permitir despir-se das amarras da moda.

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FTC: Queria que vocês falassem um pouco sobre vocês com as suas palavras e como chegaram até aqui!

Camila: Sou formada em Design de Moda, pós-graduanda em Modelagem do Vestuário e estudante de Design Gráfico. Sou louca por organização, séries e tipografia. Sempre gostei de coisas feitas de uma maneira mais artesanal, desde pequena eu reproduzia em casa quase todos os episódios de Art Attack. Depois de começar a ganhar o meu dinheiro e perceber que o consumo em fast fashion estava completamente errado em muitos sentidos, comecei a comprar mais de marcas locais e pequenas.

Melina: Estudante de Ciência Política, viciada em livros de contos e ficção fantástica. Entrei no ramo da moda querendo ter minhas próprias roupas e descobri que isso poderia ser um negócio.

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FTC: Há quanto tempo criam e quais materiais utilizam? 

A marca foi criada há pouco mais de quatro meses. Optamos por tecidos de fibras naturais, em sua maioria 100% algodão. Algumas peças possuem composição com fibras sintéticas, porém sempre que é necessário utilizar, procuramos tecidos com até 2 tipos de fibras, nunca mais que isso.

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FTC: A gente já falou bastante aqui sobre o lowsumerism, sobre marcas veganas e a conscientização do consumidor. O que vocês acham disso? O lowsumerism é mais do que um conceito, algo que veio pra ficar? 

O modo de consumo precisa ser repensado antes que o planeta entre em colapso. A revolução precisa ser feita de baixo pra cima através de novos hábitos de consumo. Acreditamos que o Lowsumerism veio para ficar, porém a expansão dele será lentamente. Esse artigo fala exatamente sobre isso, vale a pena dar uma olhada.

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FTC: Qual foi primeira peça e o que ela hoje representa para vocês? 

A primeira peça foi o protótipo do vestido Angélique. Foi por causa dessa peça que tudo começou. Hoje ela representa muita coisa pra gente, é o vestido que demos de presente para a Dani Noce e fez com que ela se identificasse muito com a marca. A peça representa muita simplicidade assim como a mulher que nos inspirou a criá-la, a Angelique Namaika, uma freira que luta contra a violência da mulher no Congo.

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Os vestidos camisetas são inspirados em nomes de grandes mulheres.

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“Nos inspiramos na liberdade de poder ser quem se é e com a luta pra que todos possam se expressar.”

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FTC: 5 coisas que não consegue viver sem.

Comida, cama quentinha no inverno, ar condicionado no verão, Netflix e cerveja.

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FTC: Uma frase que define a ADA; 

Não somos uma marca, somos um conceito de liberdade.

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A Ada tem uma loja virtual que conta com roupas e outros objetos para decoração de acordo com o estilo da marca. Você também pode acompanhá-la no Facebook e no Instagram.

Créditos – Fotógrafa: Morgana Mazzon. Modelo: Patricia Machado. Maquiagem: Bibis Giacomet. Cabelo: Salão do Paul.

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Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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