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Após muitos quilômetros de reflexões, decidi que o melhor lugar para inaugurar essa seção no FTC só poderia mesmo ser bem longe daqui. O meu ‘daqui’ é cercado de concreto por todos os lados, com aquela cara amarrada. O meu ‘longe’ mais ao meu alcance por ora é o fundo de tela do meu notebook. Te dou ‘mil cruzeiros’ se você adivinhar. Sim, ela mesmo, a praia.

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O meu fundo de tela fica bem distante daqui, mesmo! Endereço: Barra Grande, Península de Maraú, litoral sul da Bahia. E, cá estou eu, pela milésima vez me imaginando nessa incrível cadeira de praia da foto aí de ‘cimão’. Topei com ela certa vez, soltinha, na frente de um barzinho na Ponta de Mutá, o canto mais no canto do vilarejo. Virou meu refúgio, desde então.

Corri, sentei e fiquei. Te digo: passar o dia lá até a hora que o sol resolvesse se pôr sem pressa e contemplar essa maravilha é um privilégio que a gente precisa se dar um dia.

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O bar em questão – o tal dono da cadeira – chama-se Macunaíma, muito provavelmente em razão da frase característica do nosso folclórico personagem: “Ai, que preguiça!” Não faltam por lá almofadas coloridas, redes e plantas. Tudo ali, pé na areia, diante do mar.

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Contudo, não é fácil de chegar nesse pedaço do paraíso, não. Depois de descer de avião em Ilhéus e percorrer umas duas horas de estrada, você dá de cara com um percurso de terra, daqueles que não tem buracos, mas crateras capazes de testar os limites até de uma 4×4. Diante disso, muita gente, como foi o meu caso, opta por ir de lancha a partir de Camamu, o que dá uns 40 minutos.

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Barra Grande é um vilarejo bem rústico ainda – coisa cada vez mais rara – que merece uma visita sua o quanto antes e a Ponta de Mutá é uma de suas praias mais isoladas – a que ‘bomba’ é Taipu de Fora. Confesso que depois de um dia inteiro no Macunaíma, enchendo a cara de ‘anti estresse’ – o drink da casa, que leva vodka, capim santo, hortelã e gelo – sofri por não levar a ‘minha’ cadeira para casa, mas minha melhor resolução mesmo foi levar aquela pontinha colorida do mapa na cabeça, ou melhor, no arquivo de fotos da câmera do celular.  E de lá para o meu fundo de tela do notebook que acaba de surgir na minha frente novamente…

Agora, me conte você, qual foi a cadeira mais inspiradora que você já se sentou?

Paulo Moura é jornalista, sócio-diretor da Agência VIRTA e autor do blog Mosca Branca. Além do FTC, também escreve sobre inovação e criatividade para o Hypeness.

Paulo Moura – já escreveu posts no Follow the Colours.


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