A crise de imigração é um problema muito sério e impacta muitos países. Milhares de pessoas têm fugido de conflitos armados e da miséria e são provenientes, em quase sua totalidade, de locais como a Ásia e África. Quase sempre o destino final desses refugiados são países europeus e Estados Unidos.

Desde que assumiu a presidência dos EUA, Donald Trump já demonstrou que não vai receber essas pessoas de braços abertos. A nova política implantada pelo governo republicano fecha as portas para os que vem de sete nações (Irã, Iraque, Sudão, Síria, Líbia, Somália e Iêmen), em sua maioria islâmicos.

Muita gente já foi impedida de entrar no país, inclusive pessoas que possuíam o visto permanente. Pensando nisso, a empresa Airbnb, conhecida mundialmente pelo seu serviço de aluguel de residências, resolveu oferecer ajuda para aqueles que não conseguem voltar pra casa.

Brian Chesky, CEO e fundador da empresa, está oferecendo aluguéis gratuitos para quem foi barrado ao tentar entrar novamente no país. Segundo ele, o Projeto #weaccept visa “encontrar maneiras de conectar pessoas, não separá-las.”

As empresas de tecnologia dos EUA contratam pessoas de todo mundo e estão sendo bastante afetadas por essas medidas de Trump. Empregados que estavam visitando parentes ou viajando a trabalho foram obrigados a voltar imediatamente para os EUA por medo de ficarem pelo caminho.

Aqueles que não tiveram tanta sorte em conseguir entrar novamente poderão entrar em contato com a Airbnb e solicitar ajuda para se hospedarem.

Vale lembrar que essa nova política de imigração bastante controversa só abrange países que os EUA não possuem negócios. Apesar de uma das motivações para a aplicação das novas leis seja o 11 de setembro, especialistas garantem que os recentes atentados terroristas que envolvem os estadunidenses foram realizados por pessoas de países que não se encontram na lista, como Arábia Saudita, um dos principais parceiros comerciais dos EUA no Oriente Médio.

Apesar desse momento de retrocesso, é legal ver atitudes como da Airbnb. Sim, estamos falando sobre uma empresa, mas acreditamos que o mundo precisa mesmo de mais ações como essa. Ainda há esperança!

Via.

Maitê Mendonça é jornalista e gaúcha. Ama filmes e fotos do pôr do sol.

Maitê Mendonça – já escreveu posts no Follow the Colours.


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