artistas asiáticos

A categoria de arte contemporânea asiática foi criada aproximadamente em 1980 na Ásia, e embora tenha tido uma proliferação mundial em museus, feiras, galerias, o que diminui as fronteiras entre a arte asiática e o resto do mundo, a mesma continua a sustentar uma imagem de ‘’arte tradicional’’ o que não se resume aos trabalhos dos artistas que se encaixam nesse movimento.

É indiscutível que os artistas asiáticos tem uma grande relevância na arte moderna e contemporânea, Yayoi Kusama, Ai Weiwei, Takashi Muraki, Yoshitomo Naraentre, Yue Minjun, Zhang Xiaogang, Kazuo Shiraga e muitos outros, esta lista é interminável e todes estes artistas abriram portas para um apetite global pela arte asiática, merecidamente.

No meio de um período tão volátil da arte contemporânea, os artistas contemporâneos asiáticos vem ganhando os holofotes e assim mostrando suas próprias linguagens e mudando o rumo da história da arte, como protagonistas da vanguarda da arte, criando novos estilos, gêneros e movimentos.

No ano de 2014 Yayoi Kusama foi a artista mais popular do mundo, e nos anos seguintes sua influência pode ser sentida em todos os lugares do planeta, dos ‘’white cubes’’ até os grafites nas paredes das ruas, um movimento em direção a arte conceitual.

Esta lista representa uma pequena, pequeníssima fatia de uma nova geração de artistas asiáticos contemporâneos, com obras estimulantes e originais.

Três artistas asiáticos que estão fazendo seu nome no mundo da arte. Face Oka, artista e ilustrador japonês de pop art, nascido e criado em Tóquio, que explora seus icônicos ‘’rostos’’ e tem forte inspiração vindas de mangás; Ayaka Fulkano também nascida em Tóquio, porém passou boa parte da sua vida na Alemanha, em que diz que o amor é a principal fonte de inspiração das suas obras; e por fim, mas não mesmo importante, o Haroshi que misturou suas duas paixões skate e marcenaria nas suas esculturas.

FACE OKA – @face_oka

Artista / ilustrador nascido e criado em Tóquio, Japão, pai taiwanês e mãe japonesa. Suas áreas de atuação como artista global têm se expandido dentro e fora do Japão, principalmente as de vestuário, propaganda e revistas.

As expressões faciais dos personagens das suas obras são formados unicamente pelos olhos e bocas. Embora tenham a mesma face, cada ilustração tem uma identidade e personalidade.

Além disso, um curioso fato, os olhos e bocas são desenhados de cabeça para baixo pelo artista, isso feito propositalmente para criar personagens diferentes e mostrar que o equilíbrio de sua criação não depende disso. O artista recentemente passou das artes bidimensionais para tridimensionais, extrapolando as limitações das formas:

AYAKA FULKANO – @ayahundred

Nasceu em Tóquio mas passou sensações adolescentes em uma cidade do interior da Alemanha, de onde tirou inspiração e referências para muitas referências.

Ayaka afirma que aprendeu a expressar seus sentimentos por meio da arte e do design, e este processo começou após a morte do seu avô, que a fez transmitir o amor que sentia pelo mesmo através das suas obras.

O resultado são peças sempre bem humoradas, coloridas e com uma identidade única no traçado e mistura de técnicas.

HAROSHI – @haroshi

O artista asiático Haroshi é skatista e marceneiro, em ambos autodidata, e vem se tornando cada vez mais conhecido pela suas impressionantes esculturas feitas de shapes de skates reciclados transformados em esculturas.

Hiroshi utiliza de uma técnica de processamento das madeiras do shapes a fim de obter finas camadas que são combinadas em esculturas de pop art.

No centro de todas as esculturas do artista existe escondida uma peça quebrada de um skate que foi descartado. Haroshi afirma que essa peça é a alma da obra. Ele se inspirou no processo de um escultor budista chamado Unkei, que no século 12 colocava uma bola de cristal dentro de suas criações.

Fernanda Peltier é curadora de arte contemporânea e street art para projetos como também publicitária atuando como diretora criativa e de planejamento em grandes agências há mais de 10 anos. Está sempre estudando e pesquisando sobre arte, pois é nela que encontra a maior parte de sua inspiração e referências criativas. Vê a arte como uma das maiores e mais poderosas ferramentas de transformação para a sociedade.

Fernanda Peltier – já escreveu posts no FTCMAG.



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