Christopher Corr nasceu e vive em Londres. E além de sua cidade natal, os diversos lugares que ele conheceu servem como inspiração para a criação de suas pinturas em guache.

Aos 66 anos de idade, o londrino se interessa pela relação entre as pessoas e o espaço urbano e no encontro da arquitetura tradicional com a contemporânea. E tudo isso se reflete no seu trabalho repleto de cores e elementos.

Chris se graduou em Artes Gráficas e concluiu seu mestrado em Ilustração no Reino Unido. Foram sete anos estudando e durante o mestrado ele fez uma viagem para os Estados Unidos, onde permaneceu durante cinco meses. Nesse período ele conta que desenhava todos os dias. Retratava cenas de rua, paisagens da cidade, muita arquitetura, e tudo que achava interessante: “Não há nada como viajar e ver com seus próprios olhos para abrir sua mente, disse ele ao Fishink.

O desenho e a pintura foram as técnicas escolhidas para criar suas representações. E ele conta que desde a infância foi encorajado pela mãe a criar artisticamente: “Tenho lembranças antigas de rabiscar com giz de cera e brincar com tintas. Minha mãe realmente me incentivou a desenvolver minhas habilidades artísticas e lembro de quando nós desenhávamos juntos”, conclui.

Além disso, a leitura também é uma das atividades que ele sempre usou como fonte de inspiração. Atualmente, além de atuar como artista visual, ele também cria ilustrações para livros e demais publicações e leciona em universidades do Reino Unido.

A RELAÇÃO DE CHRISTOPHER CORR COM A ÍNDIA

Christopher Corr já visitou países como o México, Guatemala, Brasil, Bolívia, Peru, Austrália e partes da Ásia e África. Mas revelou que nenhum lugar tem a intensidade e vibração da Índia. Ele conta que foi lá que ele aprendeu a “amar e valorizar as cores”.

Ele conheceu a Índia em 1986, quando tinha 31 anos, e conta que a experiência de vivenciar o cotidiano do país o fez despertar para as paisagens urbanas coloridas e agitadas.

E por conta da agitação e velocidade das multidões indianas, ele teve que adaptar sua forma de trabalho para criar desenhos rápidos: “Eu percebi que se eu me sentasse em uma rua indiana e começasse a desenhar, eu me tornaria um ímã de multidão e desenhar se tornaria impossível. Comecei então a desenhar super rápido, enquanto caminhava, em ônibus, trens, mas nunca por muito tempo, ele diz.

Depois de criar esses desenhos rápidos ele os transformava em pinturas. E pra isso ele utiliza papéis artesanais italianos e indianos.

Quando tinha sorte, o londrino conseguia pintar mais calmamente do alto de uma sacada ou até mesmo de um telhado.

Outro elemento que marca presença nas obras do artista é a cor. Segundo o Illustration X, “a cor é extremamente importante no trabalho de Chris, e ele explora seu efeito sobre as pessoas e suas emoções. Ele vê a cor como o lugar onde a arte encontra a ciência e, em suas peças, você vê zebras multicoloridas, pássaros deslumbrantes e até elefantes cor de rosa”.

E é dessa união de pessoas, lugares e das sensações que as cores trazem que surgem as pinturas de Christopher Corr. E que inclusive nos dão vontade de viajar pelo mundo pra conhecer os lugares que ele retrata sobre sua ótica tão inspiradora.

Se quiser acompanhar o trabalho de Christopher Corr, visite site e o perfil do artista no instagram.

Affonso atua como artista visual e ilustrador e tem dificuldade em ficar parado. Amante dos trabalhos manuais desde pequeno, ele se dedica ao bordado manual como expressão artística e acredita que com criatividade é possível transformar o espaço e as pessoas ao seu redor.

Affonso Malagutti – já escreveu posts no FTCMAG.



Comentários