Na intenção de encontrar uma luz em meio a tempos desafiadores, uma série de fotos incríveis está ganhando atenção nas redes sociais. O talentoso fotógrafo da Shutterstock, Stephen Lovekin, estava procurando maneiras de ajudar as pessoas a se sentirem mais conectadas com o mundo lá fora, apesar de estarmos todos literalmente separados um do outro.

Ele então, pediu se os vizinhos podiam compartilhar algo com o mundo, qualquer coisa que fosse pessoal, político ou espiritual. O projeto documenta de uma bela maneira justamente este momento ao fotografar, em Ditmas Park, na vizinhança do Brooklyn, perto do local onde Stephen mora, famílias com suas mensagens por meio de suas janelas. 

Te amo Nova York

Em suporte àqueles que mais precisam, Shutterstock fez essa coleção disponível para compra e estará doando 10% de todas as vendas para a caridade, GiveDirectly, inc. 

Confira um pouco mais sobre o projeto nas palavras do próprio Stephen Lovekin e veja algumas imagens de sua linda coleção:

Individualismo, patriotismo, capitalismo, heteropatriarcado e o medo vão nos matar, se nós deixarmos. Pare essa loucura. Unidos! 

PING-PONG COM STEPHEN LOVEKIN, FOTÓGRAFO DA SHUTTERSTOCK
Como esse projeto começou e como você pensou em fazê-lo?

Eu queria fazer algo para que as pessoas se sentissem bem. Primeiramente, eu iria fotografar do meu carro através da janela. Depois de três dias assim, iniciei o projeto inteiro pela minha vizinhança. Pedi para as pessoas compartilharem algumas palavras sobre como elas se sentiam. Alguns dos pensamentos foram mais políticos, outros mais espirituais e outros foram cumprimentos no geral. Eu queria representar a diversidade de Ditmas Park e Flatbush em Brooklyn.

Janelas aparecem dentro de suas imagens. Por que escolheu capturar isso?

Janelas representam a distância e isolamento que tivemos que fazer enquanto eu fotografava. Janelas emolduram um objeto e deixa a luz entrar. Para mim, isso funciona como uma metáfora nesse projeto e é por isso que as pessoas tem sido tão responsivas. Originalmente, as pessoas iriam até suas portas, mas não parecia certo comparado com janelas.

Você não pode se sentir sozinho se gosta das pessoas com quem está sozinho

Você pode descrever algumas das pessoas nas fotos e como você as encontrou?

Uma das mulheres que fotografei é uma senhora artista de 91 anos de idade que mora sozinha e é minha vizinha. Ela mora em um estúdio no andar de cima, onde continua a criar suas artes. Foi a primeira pessoa que fotografei e acabei me inspirando pela dedicação dela ao seu trabalho. Através do boca a boca e compartilhando em redes sociais, outras pessoas vieram me pedindo para se envolver no projeto e eventualmente se tornou no efeito bola de neve. Sinto que estou mais ocupado do que quando tudo estava normal.

Otimismo – Arte salva! 

Como você entrou no ramo de fotografia, e como você criou seu estilo usando o preto e branco?

Fui exposto à fotografia desde jovem, estando com minha avó que era fotógrafa da natureza e meu pai tinha como hobby. A primeira vez que vim para Nova Yorque, eu vi uma exposição em Whitney que me inspirou. Então, soube que naquele momento eu queria ser um fotógrafo profissional. Eu gosto de fotos em preto e branco porque são eternas e tira o fator de “presente” delas.

Esperança

Qual sua imagem favorita deste projeto até agora?

Difícil escolher, mas provavelmente a imagem com “Esperança” (Hope). Nela tem um companheiro fotógrafo com sua filha e esposa. Eu lembro de ver a filha com as mãos nos joelhos e a mãe dela chegou atrás com a palavra “Esperança” (Hope), e ali eu soube que seria uma ótima foto em grupo. Eu adoro fotografar crianças – ver a inocência e ingenuidade nelas é doce e lindo.

Quem você gostaria de fotografar para este projeto?

Sendo que minha vizinhança é super diversificada, eu queria encontrar uma maneira de mostrar isso. Eu também vi o ator Michael Shannon enquanto estava na fila de um comércio local e não sabia se ele morava por lá ou não. Seria ótimo fotografá-lo também.

Nunca duvide da capacidade do espírito humano

O que as pessoas falam quando te veem andando lá fora?

As ruas não estão cheias, mas eu ando com um equipamento de proteção, alguns dos equipamentos são um backdrop expansível corta-luz, então pode parecer um pouco engraçado. As poucas pessoas que estão fora, definitivamente me olharam estranho.

Que equipamento você está usando?

Minha câmera é uma Nikon D5 e a lente é uma Nikon 70-200 2.8.

Tempos difíceis nunca duram… mas pessoas difíceis sim. 

Quais são suas inspirações artísticas?

Alguns nomes são Sebastião Salgado, Mary Ellen Mark e Diane Arbus.

Fique calmo, lave suas mãos e vamos em frente!

“Grandes coisas não são feitas por impulso, mas por uma série de pequenas coisas reunidas”. Vincent Van Gogh – Nós podemos fazer isso! 

A máquina pode parar

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


Você também poderá gostar de:

Comentários