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Pinacoteca SP inaugura maior exposição de Adriana Varejão, reunindo mais de 60 obras

Pinacoteca SP inaugura maior exposição de Adriana Varejão, reunindo mais de 60 obras

Adriana Varejão

Curadoria engloba trabalhos inéditos de Adriana Varejão e as séries mais importantes da carreira da artista plástica brasileira

A Pinacoteca de São Paulo apresenta Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínasuma exposição panorâmica de Adriana Varejão. A mostra é a mais abrangente já realizada sobre o trabalho de Varejão, reunindo, pela primeira vez, um conjunto significativo de mais de 60 obras, desde 1985 até 2022. 

A Pinacoteca traz uma narrativa da obra de Varejão, uma das artistas brasileiras mais potentes da atualidade, pondo em pauta o exame reiterado e radical da história visual, das tradições iconográficas europeias e as convenções e códigos materiais do fazer artístico ocidental.

Nave, 1987 – óleo sobre tela. 185x 175 cm. Crédito imagem: Vicente de Mello

Desde suas primeiras pinturas barrocas, a superfície da tela nunca é mero suporte; ao contrário, é um elemento essencial da mensagem da pintura. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes na obra de Varejão desde 1992, que não tem medo da ruptura e da experimentação. 

A exposição evidencia essas características e as obras ocupam 7 salas da Pinacoteca assim como o Octógono. A curadoria inclui desde as primeiras produções, da década de 80, quando Adriana ainda estudava na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como as pinturas A praia, O fundo do mar e, O Universo, todas de 1985, e chega até as recentes pinturas tridimensionais de grande escala da série Ruínas de charque.

Mapa de Lopo Homem II, 1992-2004. óleo sobre madeira e linha de sutura. 110 x 140 x 10cm. Crédito da imagem: Jaime Acioli

Muitas das obras desta mostra tiveram pouca ou quase nenhuma visibilidade no Brasil, ganhando rumos internacionais. É o caso de Azulejos (1988), primeiro trabalho em que Adriana Varejão usa como referência um painel de azulejaria portuguesa, encontrado no claustro do Convento de São Francisco, em Salvador.

Atlântico, 2008. óleo e gesso sobre tela. 220 x 440cm (total). Crédito imagem: Vicente de Mello

A exposição reúne as principais séries produzidas pela incrível artista ao longo da sua carreira.

Açougue Song, 2000. técnica mista. 150 x 195 x 18cm. Crédito imagem: Vicente de Mello
Açougue Song, 2000. técnica mista. 150 x 195 x 18cm. Crédito imagem: Jeff Mclane
Azulejaria de cozinha com caças variadas, 1995. óleo sobre tela. 140 x 160cm . Crédito da imagem: Eduardo Ortega

SOBRE ADRIANA VAREJÃO

Adriana Varejão (1964, Rio de Janeiro) vive e trabalha na cidade do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira nos anos 1980, e desde cedo desenvolveu uma linguagem singular. Uma das artistas mais importantes de sua geração e reconhecida nacional e internacionalmente, Varejão teve seu trabalho exposto em importantes instituições como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museum of Modern Art de Nova York e o Hara Museum of Contemporary Art, de Tóquio. 

Sua obra faz parte de coleções privadas e públicas, como a da Pinacoteca de São Paulo, do Museu de Arte do Rio (MAR) e do Museu de Arte de São Paulo (MASP). No exterior, seu trabalho pode ser visto, entre outras, nas coleções da Tate, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, no The Metropolitan Museum of Art, e no Guggenheim Museum, Nova York. Um pavilhão permanente dedicado à sua obra foi inaugurado no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, em 2008.

Ruína Brasilis, 2021. óleo sobre tela e poliuretano com suporte de alumínio. 226 x 40x 40 cm. Acervo da Pinacoteca – Doação da artista – em processo, 2022. Crédito imagem: Vicente de Mello
Ruína Brasilis, 2021. óleo sobre tela e poliuretano com suporte de alumínio. 226 x 40x 40 cm. Acervo da Pinacoteca – Doação da artista – em processo, 2022. Crédito imagem: Vicente de Mello

EXPOSIÇÃO

Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas
Período: até 1/08/2022
Curadoria: Jochen Volz

Edifício Pinacoteca Luz
Praça da Luz 2, São Paulo, SP
1º andar e Octógono

De quarta a segunda, das 10h às 18h. Às quintas-feiras o museu permanece aberto até 20h e a entrada é gratuita após as 18h. 

Ingressos no site. R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia entrada). Gratuito para crianças até 10 anos e pessoas acima de 60 anos. Sábado, gratuito para todas as pessoas.

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