American Gothic, Grant Wood, 1930

Quando pensamos em História da Arte, é comum perpassar em nossa mente a imagem romântica de um artista em meio à paisagem paralisando aquele momento em uma tela. É através da marcação de um ponto, de um ângulo específico que foram criadas obras que representam cenas de campos e cidades, e que hoje ocupam lugares de prestígio em museus de todo o mundo.

“Todo artista cria seu próprio estilo para transmitir sua percepção da realidade. Eles filtram o mundo através do prisma de sua visão única. Mas o que eles realmente viram?”

Esta é a questão levantada pela arquiteta Yulia Pidlubnyak em seu projeto entitulado RE-YMAGINED. Nele, ela utiliza a computação gráfica para representar os mesmos espaços, porém, inspirada diretamente em pinturas de artistas icônicos.

A série de imagens começou quando Pidlubnyak buscava renderizações mais realistas e, para isso, estudou técnicas de iluminação em fotografias e pinturas. Assim, através de programas como 3DS Max, Vray e Photoshop, ela reconstrói os cenários digitalmente e reinterpreta luzes, texturas, traços e padrões de obras de arte famosas.

Terraço do Café, noite, por Vincent Van Gogh, 1888

Sua proposta elimina as figuras humanas protagonistas e nos convida a visualizar a realidade do ambiente dos artistas antes de eles começarem a desenhar. “Eu deixei as pessoas fora dessas pinturas para mostrar o que está mais longe, o que é inicialmente despercebido aos nossos olhos”, explica a arquiteta.

Paris Street, Dia chuvoso, Gustave Caillebotte, 1877

SOBRE YULIA PIDLUBNYAK

Bacharel em Arquitetura pela California Polytechnic State University, Yulia Pidlubnyak estudou história da arquitetura e design arquitetônico em Florença, na Itália. Está interessada no aprimoramento funcional do espaço arquitetônico. Grande parte de seus estudos foi focada na representação digital e sua influência na inovação arquitetônica.

The Dessert: Harmony in Red, Henri Matisse, 1908

Nighthawks, Edward Hopper, 1942

Empire of the Light, René Magritte, 1949-1954

Christina’s World, Andrew Wyeth, 1948

Chop Suey, Edward Hopper, 1929

Marjorie Simões é designer de interiores e artista visual. Curiosa, observadora e pesquisadora, adora aprender coisas distintas para depois conectá-las. Valoriza os trabalhos manuais, a cultura vernacular, a economia criativa e a produção/consumo sustentável. Acredita no poder das cores e tem leves faniquitos quando entra em ambientes beges.

Marjorie Simões – já escreveu posts no Follow the Colours.


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