A Braille Neue é uma fonte universal que combina os caracteres existentes com o braille de uma forma que torna o texto acessível a todos. Confira!

Sabe aquelas inovações que fazem você se perguntar “por que ninguém pensou nisso antes?” Essa é uma delas! O designer japonês Kosuke Takahashi criou um novo tipo de fonte que permite a todos acesso igual à informação, quer as pessoas possam enxergar ou não. Chamada de Braille Neue, a tipografia traz caracteres ingleses e japoneses sobrepostos com seus equivalentes em braille. A esperança é que isso motive cada vez mais a inclusão e a acessibilidade, e que o braille passe ser incluído nos espaços públicos, já que hoje é difícil encontrarmos lugares que oferecem a legibilidade aos cegos.

Derivada da popular fonte Helvetica Neue, o Braille Neue vem em dois estilos – um padrão que é o Braille Neue standard (inglês) e o Braille Neue outline (em inglês e japonês). Como a maioria das pessoas não conseguem ler braille, cada fonte permite um fluxo cruzado entre as informações, facilitando a leitura tanto para as pessoas que enxergam quanto para as que possuem deficiência. Takahashi até aponta que, com o esboço de Braille Neue, o texto existente poderia ser sobreposto em espaços públicos para torná-lo mais acessível a todos. Na verdade, o designer espera que o projeto se torne um padrão durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Tóquio em 2020.

COMO SURGIU A IDEIA DA BRAILLE NEUE?

Todas as manhãs antes do trabalho, o jovem designer faz brainstorm por 30 minutos e coloca algumas ideias em um caderno. O Braille Neue originou-se de uma pergunta simples em que ele se perguntou: “Por que eu não consigo ler braille?” Kosuke então criou o projeto e começou a coletar feedback tanto dos leitores com visão normal quanto dos deficientes visuais. Assim, foi aprimorando a tipologia e continuará a melhorar sua legibilidade e usabilidade.

O Braille Neue poderia sobrepor o texto em espaços públicos, transformando-o em algo que pode ser lido universalmente. A fonte pode ser usada tanto para o alfabeto latino quanto para caracteres japoneses.

Takahashi ainda está experimentando impressões econômicas e está refinando a fonte antes da versão final.

Acompanhe as atualizações do projeto no site e no Twitter de Kosuke Takahashi e no Site | Twitter do projeto oficial.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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