O hábito de desenhar geralmente começa quando criança. Entre fórmula mágica para passar o tempo nos momentos de ócio e pequenos trabalhos de escola, crianças aprendem a desenhar com liberdade. É o perfeito desavio para a criatividade.

Porém, a não ser que exista talento ou aptidão para profissões como design e arquitetura, em geral, as crianças, ao se tornarem adolescentes, param de desenhar. Adultos nem se fala! Afinal, quem tem tempo para desenhar? O hobby mais próximo de desenho que qualquer adulto chega perto é comprar um caderno de pintar mandalas que nunca será finalizado.

Pensando (e pesquisando) sobre os benefícios da prática, o autor, ilustrador e professor da Universidade Washington de St. Louis, nos Estados Unidos, D. B. Dowd lançou o livro “Stick Figures: Drawing as a Human Practice”, ainda sem tradução para o português. Segundo ele, nós (humanos em geral – não artistas natos) abandonamos a prática de desenhar porque apenas a enxergamos como habilidade profissional e nos esquecemos da sua parcela de benefícios para o desenvolvimento de habilidades pessoais.

DESENHAR NOS DEIXA MAIS ATENTOS, TRAZ PENSAMENTO ANALÍTICO, PACIÊNCIA E ATÉ MAIS HUMILDADE  

Segundo o autor, o desenhar não deve ser sobre a qualidade mas sim sobre o processo. Além das capacidades óbvias profissionais desenvolvidas através da constante prática do desenho para àqueles que pretendem trabalhar com design e afins, o desenhar também pode ser usado como uma ferramenta de autoconhecimento e aprendizado. Afinal, a prática requer um olhar curioso, detalhista e aguçado. Ainda assim, necessitamos de paciência e atenção para desenhar e deixar nossa imaginação trabalhar. E quem não precisa de exercitar essas qualidades, não é mesmo? (Principalmente em tempos de quarentena e pandemia). D. B. Dowd garante que pode nos fazer até melhores cidadãos. Não duvidamos disso.

Para saber mais, acesse o site de D. B. Dowd.

PARA COMPLEMENTAR A LEITURA SOBRE A PRÁTICA DO DESENHO

Aqui, alguns textos e artigos interessantes sobre o assunto para complementar a leitura: 

– Desenhar estimula a atividade do cérebro e a criatividade, diz estudo (Revista Época

– O que aprendi ao rever as “obras de arte” da minha infância (do site Artsy, em inglês)

– Desenhar é a melhor maneira de aprender, mesmo que você não seja Leonardo da Vinci (do site Quartz, em inglês) 

– Os desenhos podem ajudar a melhorar a sua memória. Saiba como! (do site Artsy também, em inglês) 

– Quando estiver triste e pra baixo, o desenho pode ajudar (dicas do livro No Hard Feelings: The Secret Power of Embracing Emotion at Work)

Jornalista, pós-graduanda em Práticas Contemplativas e Mindfulness pela PUC-Rio. Aquariana, viciada em café e podcast, acredita na humanidade mas tem fortes dúvidas sobre Deus.

Gabriela Pimenta – já escreveu posts no Follow the Colours.


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