Transbordando poesia e sensibilidade, audiolivro ganha trilha sonora guiada não só pela música, mas por toda uma ambientação com texturas criadas a partir de sintetizadores analógicos, guitarras manipuladas, ruídos de todos os tipos, microfonias e um toque de estilo dark

Depois de lançar a versão impressa de “Nada mais Maldito que um Amor Bonito”, Everton Behenck traz o audiolivro de seu registro composto por 60 poemas que embalam todas as suas alegrias e tragédias sentimentais. “A ideia é que todos sejam transportados para dentro da história. E, como todo mundo já passou por alguma coisa que está contada ali, quem sabe mostrar o caminho para dentro de si mesmo e da sua própria dor. Podemos viver e, também, elaborar juntos esses momentos lindos e doloridos que passamos”, ressalta o autor.

Logo no início da obra, a grandeza de um sentimento que chega sem avisar e nos transforma em outra pessoa. Durante a audição, acompanhamos a mudança de perspectiva sobre a complexidade e a profundidade desse sentimento arrebatador. Por fim, a beleza dos acertos cede lugar à perplexidade à medida que densas camadas de um coração ferido e apaixonado são expostas.

Todos esses climas, agora, são guiados pela cuidadosa trilha sonora de Lou Schmidt.

“Essa é uma experiência bem diferente de tudo que se espera de um trabalho desses. Trazemos uma expressão realista, dark e inusitada. O não-óbvio subvertido, com um trabalho artesanal e milimétrico de ambientação sonora. Pra começar, gravei o Everton declamando os textos em uma sessão só. Ele até quis regravar pra corrigir algumas inflexões, mas eu sempre acreditei que aquela sessão de voz era a mais primal, espontânea, densa e verdadeira que poderíamos e deveríamos ter. Trabalhei o som usando diversas fontes de matéria prima sonora: músicas compostas especialmente para o projeto, outras antigas do meu catálogo, temas improvisados tocados junto com as declamações já captadas, ruídos de cidades ao redor do mundo que eu visitei e sempre gravo quando me soa interessante, texturas criadas com sintetizadores analógicos e guitarras manipuladas, microfonias, velocidades e pitch extremamente alterados. Eu estava muito influenciado pelo som da peça de teatro interativa “Sleep no More”. Trouxe essa atmosfera dark”, explica o artista.

“Vale ressaltar que o livro conta uma história. E queríamos que as pessoas pudessem acompanhar esta história como em um filme. Cada momento com seu clima. Com a sua tensão. E assim nós fomos construindo a experiência”, completa o autor.

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SOBRE O AUTOR

Everton Behenck é poeta, redator e músico. Nasceu em Porto Alegre em 1979. Lançou seu primeiro livro de poemas, Os dentes da Delicadeza, em 2010 pela Não Editora. Participou de diversas antologias, revistas literárias e foi Revelação Literária na Feira no Sexto Palco Habitasul. Mora em São Paulo e é diretor de criação da agência Africa onde cria os comerciais do banco Itaú. Escrevendo também os filmes de final de ano do banco com a participação de Fernanda Montenegro que tem um grande alcance em todo o Brasil. Sendo que no último ano ele próprio foi escolhido para fazer a locução do filme dando um caráter mais autoral para a peça publicitária.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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