Na decoração e no design de interiores ela é sempre muito usada. Mas e na arquitetura? Arquitetos contemporâneos que fizeram da cor uma parte real de seu trabalho, como o mexicano Luis Barragán, a francesa Emmanuelle Moureaux, o Estúdio KOZ de Paris, o escritório Sauerbruch Hutton de Berlim, são poucos. O moderno apresentado é muitas vezes monocromático e monótono. Exceções a essa regra são ainda muito visíveis.

Por que é tão difícil (e muitas vezes polêmico) usar cores na arquitetura? O vermelho de Lina Bo Bardi nas colunas do MASP (que foram pintadas apenas em 1990), por exemplo, causou uma enorme má impressão nas pessoas na época.

No Brasil, o mais importante nome da arquitetura modernista brasileira, e um dos mais influentes, foi o carioca Oscar Niemeyer (1907-2012) que provou ser possível explorar as formas arredondadas nos projetos e escapar da exatidão da reta. Às vezes, Oscar utilizava cores como pequenos detalhes em suas obras, o vermelho e o amarelo, por exemplo.

Mas é possível sim, criar ambientes coloridos que atendam todas necessidades do clientes e os objetivos do projeto.

Agência do Banco Sugamo Shinkin, no Japão, projeto de Emmanuelle Moureaux que usa uma paleta baseada nas cores dos arco-íris – além de formas de cubos em quatro profundidades diferentes.

O USO DAS CORES NA ARQUITETURA

Paletas de cores fascinantes podem ser criadas e pensadas para alegrar estrategicamente as pessoas e despertar sensações únicas, promovendo ambientes criativos e ao mesmo tempo agradáveis. A arquitetura é uma profissão bastante técnica, mas também pode ser uma arte. É preciso sinergia entre os tons e os espaços, volumes e fachadas.

Pensando nisso, reunimos belos exemplos de edifícios contemporâneos como museus, escolas e escritórios, para mostrar como a cor é usada para apontar originalidade e como vai além do meramente decorativo.

 

Brandhorst Museum, em Munique, projeto do escritório Sauerbruch Hutton. A fachada ostenta 23 matizes diferentes, distribuídos em 36 mil bastões verticais de cerâmica vitrificada.

Centro de Esportes e Lazer de St. Cloud na França, projeto do escritório KOZ, com fachada principal de painéis laminados de vidro, que varia do verde ao vermelho. O interior é todo colorido também. 

A escola primária de Nanyang na Singapura, reformada pelo Studio505 da Austrália. A arquitetura recebeu uma construção colorida e moderna por cima de um prédio antigo já existente.

Centro de Ciências Ivanhoe Grammar assinado pelo escritório Mcbride Charles Ryan Architecture & Interior Design. O complexo mosaico de espaços, ampliados pelos padrões, cores e reflexões múltiplas, são representadas a incerteza e a complexidade da vida moderna e da compreensão científica, e a necessidade de se questionar e imaginar para avançar e ver além.

Detalhes internos do Centro de Ciências 

As cores possuem uma enorme influência no dia a dia das pessoas. Elas são fundamentais para darem personalidade e vida ao ambiente e quando bem planejadas em um projeto, sem dúvida alguma são capazes de transformar os lugares e os projetos, trazendo um novo ânimo.

Pelo uso de muitas cores na arquitetura!

*Este post foi criado exclusivamente para o Blog Todeschini. Todo mês você encontra essas e outras matérias incríveis do FTC por lá! Vale a pena acompanhar!

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Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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