Com 11 galerias permanentes, estrutura de US $ 434 milhões e 52.000 m², o Museu Nacional do Catar oferece uma jornada inigualável e imersiva na história da nação

Nem só de futebol viverá o turismo do Catar em 2022. Com a assinatura do famoso arquiteto francês Jean Nouvel, o Museu Nacional do Catar, inaugurado recentemente em Doha, tem como inspiração a rosa do deserto.

O arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Jean Nouvel, foi escolhido para construir o novo Museu Nacional, e se inspirou 100% na história do país: “O Catar tem um profundo relacionamento com o deserto, com sua flora e fauna, seu povo nômade, suas longas tradições. Para fundir essas histórias contrastantes, eu precisava de um elemento simbólico. Por fim, lembrei-me do fenômeno da rosa do deserto: formas cristalinas, como pequenos eventos arquitetônicos, que emergem do solo através do trabalho do vento, da água salgada e da areia. O museu, que se desenvolveu a partir dessa ideia, com seus grandes discos curvos, interseções e ângulos em balanço, é ao mesmo tempo arquitetônico, espacial e sensorial”.

Com 8 mil metros quadrados de exposição, o Museu Nacional do Catar é dedicado à história local, desde a cultura nômade dos pescadores de pérolas até o atual cenário do petróleo e do gás natural.

A ROSA DO DESERTO COMO PONTO DE PARTIDA

O prédio precisava refletir essas três histórias diferentes. E assim, com a rosa do deserto como ponto de partida, o que parecia uma ideia muito progressista – para não dizer utópica – (imagine construir um edifício de 350 metros de comprimento, com seus grandes discos curvos para dentro, interseções e elementos em balanço?) – Jean enfrentou enormes desafios técnicos. Por fim, o arquiteto acredita que o edifício está na vanguarda da tecnologia, como o próprio país.

“Simbolicamente, sua arquitetura evoca o deserto, sua dimensão silenciosa e eterna, mas também o espírito de modernidade e ousadia que veio e abalou o que parecia inabalável. Então, são as contradições dessa história que eu procurei evocar aqui.”, diz Nouvel.

Dentro, você encontra espaços que não existem em nenhum outro lugar do mundo. O entrelaçamento de todos os discos formam o prédio, por dentro e por fora. O resultado é uma construção feita de espaços geométricos.

O museu parece brotar do chão. Os discos pesados da estrutura formam uma espécie de barreira almofadada que funciona como filtro solar. Quando o sol bate no prédio do leste ou do oeste, os discos lançam longas sombras de proteção. Os espaços interiores podem ser climatizados mais economicamente como resultado.

Um lindo projeto de paisagismo traz paisagens típicas do país ao público: dunas, pântanos e oásis. São plantas nativas e longos gramados para os visitantes deitarem e relaxarem. Há uma área de estacionamento para até 430 veículos que se integra ao parque para facilitar o acesso ao museu.

Entre os destaques das obras de arte, os visitantes podem esperar encontrar objetos raros como o Pearl Carpet of Baroda, um tapete que foi encomendado em 1865 e é bordado com mais de um milhão e meio de pérolas do Golfo, adornado com esmeraldas, diamantes e safiras, além do Alcorão mais antigo descoberto no país, no século XIX.

Jean Nouvel é também o arquiteto autor do Louvre de Abu Dhabi, aberto em 2017, do Instituto do Mundo Árabe de Paris (1987), uma das suas obras mais emblemáticas, e da ampliação do Museu Rainha Sofia em Madrid (2005), entre muitas outras criações incríveis pelo mundo.

O museu de Nouvel, Prémio Pritzker 2008, vem juntar-se a uma série de outras obras que transformaram Doha nas últimas décadas, também assinadas por outros Pritzker: a Biblioteca Nacional de Rem Koolhaas, autor da Casa da Música no Porto, aos estádios de futebol desenhados por Norman Foster e Zaha Hadid, erguidos pensando na Copa do Mundo de 2022.

Imagens: Divulgação Jean Nouvel – Para saber mais sobre o museu, acesse seu site oficial

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Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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