Com os conceitos slow fashion, veganismo e o feminismo intersecional, a Ada mantém uma tabela de medidas inclusiva, além de contar a história de grandes mulheres em cada uma das suas peças, dando visibilidade e reconhecendo o papel fundamental delas no progresso mundial.

A marca autoral brasileira, que já apareceu várias vezes por aqui, leva o nome da inventora do primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina – Ada Augusta Byron King. Uma empresa livre só poderia nascer de duas mulheres que uniram forças e vestiram seus ideais. As sócias, Camila Puccini e Melina Knolow, acreditam muito no poder das manualidades, no empoderamento feminino e nos direitos dos animais e não fazem disso apenas um discurso para vender algo.

A Ada não produz coleções para que não haja incentivo ao consumo desenfreado e pensa também em uma tabela de cores para que as roupas possam ser combinadas entre si de muitas maneiras, para que assim as pessoas comprem menos. Mas desde que a marca surgiu, muita coisa mudou. O FTC vem acompanhando todos os momentos e crescimento da marca e acredita ser importante mostrar a moda como uma forma de expressão, de liberdade, de autenticidade e de atitude na vida de mulheres que valorizam o consumo transparente e responsável. Vem com a gente: 

Conceito Ada

A equipe da Ada, que faz a marca acontecer

CONCEITO ADA

FTC: Quando a gente fez a primeira entrevista com vocês, a ADA estava começando. O que mudou? Hoje, qual é a principal proposta da marca?

O propósito continua o mesmo! Produzimos roupas atemporais com uma ampla grade de tamanhos e materiais orgânicos locais. O que mudou é que agora trabalhamos com uma grade de tamanhos maior. Hoje temos 7 tamanhos disponíveis (XPP/PP/P/M/G/GG/XGG), todos ofertados em 4 comprimentos, totalizando 28 opções de tamanhos! É uma super grade, uma das maiores no mercado, e que demanda bastante tempo, planejamento e dedicação!

Além disso, atualmente mantemos um blog, com posts frequentes! Ele começou apenas para solucionar as dúvidas mais recorrentes das nossas clientes, normalmente relacionadas aos tamanhos e modelagens das nossas peças. Mas decidimos ampliar a comunicação e principalmente a relação entre marca&consumidora. É super importante pra gente, que as pessoas que compram na Ada, entendam e reflitam sobre todo o processo.

Nossos produtos são produzidos somente após o pedido ser efetuado, ou seja, feito especialmente para cada uma! Por isso prezamos tanto pelo cuidado, pela atenção e por uma compra consciente. Pensando em tudo isso, nós ampliamos os posts e os assuntos são variados: ensinamos como se medirencontrar o comprimento ideal de cada peça e entender a nossa tabela de medidascontamos um pouco sobre a história das mulheres que dão nome aos nossos produtosfalamos sobre produção e politica de preço aberto; e claro, apresentamos lançamentoscollabs e a nossa equipe.

Assim acreditamos que criamos uma nova maneira de consumir, mais intimista, carinhosa e significativa. Não só para nós, mas para com a natureza também: evitando desperdícios e produzindo somente o necessário!

FTC: Qual tem sido o maior aprendizado desde o nascimento da ADA? 

É possível mudar lógicas de produção e quebrar ciclos tóxicos de exploração se ousarmos pensar em novas formas de fazer o que vem sendo feito de uma mesma maneira há muito tempo. Os nossos ideais foram questionados muitas vezes e apontados como aquilo que dificultaria o nosso trabalho, mas se tornaram a nossa maior força.

FTC: Quais as influências que estão hoje por trás do projeto? 

Não seguimos influências, mas acreditamos nos nossos pilares, que continuam firmes e fortes! O veganismo, slow-fashion e o feminismo são ideais que nos acompanham desde o inicio, mas a cada dia se tornam mais essenciais para a Ada. Nós buscamos incentivar e criar uma cultura de consumo consciente e transparente, que se multiplique e perpetue!

FTC: É difícil manter uma marca autoral no Brasil, slowfashion, vegan? Qual a reação do público a esse tipo de negócio? 

Sim, bastante! O mais difícil é encontrar fornecedores que se alinhem com os nossos ideais e que entendam que não trabalhamos com coleções.

O nosso público hoje já é bem nichado e a grande maioria entende o valor das peças e o fato de que todos, ao longo da nossa cadeia produtiva, são valorizados e trabalham de forma justa. Ou seja, o público nos recebe muito bem, mas ainda enfrentamos várias barreiras na oferta de matéria-prima, por exemplo. Por não possuirmos coleções e estoque, não compramos em grande quantidade, o que muitas vezes acaba sendo um impeditivo para experimentarmos novos tecidos.

Como dissemos, queremos criar uma cultura, não só vender roupas. Por isso, nos dedicamos à conversar, explicar e criar uma relação sustentável com as pessoas que investem na Ada. Aqui, não falamos de investidores grandes, ou no sentido habitual da palavra, mas sim de cada cliente que compra peças da Ada e está apoiando e que nos permite continuar fazendo o que amamos e construindo um futuro que acreditamos ser melhor para todos!

FTC: Além das peças femininas, atualmente vocês tem coleções colaborativas e também peças infantis. 

Sim! A Adinha (nossa linha infantil) nasceu em Agosto de 2018 e veio ao mundo muito por solicitação das nossas clientes! Desenvolvemos uma gama de cores e modelos especiais para que a linha infantil se tornasse realidade e está sendo muito legal receber o feedback de todo mundo.

As collabs também estão em nosso calendário, começamos em Setembro/2018 com a collab com a Thais Farage, que foi nossa primeira no estilo “mini colaboração”. Com ela desenvolvemos 4 modelos de blusas que servem para as mais diversas ocasiões e obviamente todas são ofertadas na cor preto (marca registrada da Thais)! Acabamos de lançar agora em Abril de 2019, nossa segunda collab com a Mônica Boaventura, dessa vez pensando em 6 peças que combinam entre si e geram inúmeras combinações de looks.

FTC: A quê vocês atribuem a autenticidade do trabalho? 

A Ada nasceu de forma super despretensiosa e desde sempre levou os nossos ideais, não só no papel, mas em cada parte do processo de crescimento. Ela nos representa em todos os sentidos e por isso é autentica. Não só o nosso processo de produção é bem pensado, para produzir o mínimo de impacto ambiental, mas o nosso ambiente de trabalho, nossa equipe e cada peça que criamos, fazem parte de um sistema justo, colaborativo e que preza pelo bem estar de todas!

FTC: Qual o próximo passo? 

O próximo passo é expandir de forma online! Temos nosso maior público em São Paulo e Belo Horizonte, mas acreditamos que a moda minimalista e sustentável ainda pode chegar a muitos lugares no Brasil. Estamos revendo constantemente nossa forma de produção para sempre melhorar e aprimorar tudo, ofertando o melhor produto possível para nossas clientes!

Algumas peças da Adinha, a linha infantil da Conceito Ada

PARA COMPRAR

Confira todas as peças da marca no site. Acompanhe as atualizações da Conceito ADA no Facebook e no Instagram.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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