Uma tatuagem em particular apresenta uma flor que parece estar presa ao antebraço com pedaços de fita isolante. O adesivo parece desbotado e levantado nos pontos que cruzam a rosa espinhosa, e tiras extras ficam estendidas tanto acima quanto abaixo da rosa tridimensional. Outra, mostra uma pomba saindo da cara de uma mulher que ao retirar a sua máscara teve a face revelada.

A artista russa Lena Lu concentra sua técnica em utilizar uma agulha única ao criar tatuagens monocromáticas que combinam ilustrações botânicas e delicadas com objetos modernos, como jipes, latas de refrigerante e sacolas de supermercado amassadas. Assim, cria ilusões de óticas e temas distópicos na pele de seus clientes.

Com ilustrações que fogem do óbvio, Lena Lu representa com poesia a beleza da natureza humana: somos feitos de contradições e contrastes, mas também de beleza e sentimentos. Sim, há uma melancolia velada em sua arte que se mistura com os objetos relacionados em suas tattoos e disso tudo sai algo inusitado e especial: até da dor pode nascer algo de bom.

Para a artista, tudo se torna imediatamente importante, especialmente as coisas pequenas ou aquelas com as quais não nos importamos, como visto acima, uma lata ou pedaços de fita isolante. O realismo das imagens e os toques finais dos detalhes compõe verdadeiras obras de arte na pele! Confira:

LENA LU E A DISTOPIA MARCADA NA PELE

Você pode ver mais do trabalho da artista Lena Lu no Instagram.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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