Realidade, permanência e distorção: Conheça as tatuagens de Julim Rosa

Julim Rosa é um tatuador queer. De Buenos Aires, Argentina, Julim passou anos de formação em movimento, antes de chegar ao distrito de Neukölln, em Berlim. Assim, ela construiu um perfil profissional único, trabalhando em alguns dos estúdios mais requisitados do mundo. 

Sua primeira experiência com a tatuagem acontecia há dez anos com uma máquina de bricolagem feita com um garfo, caneta, motor de secador de cabelo e corda de violão.

Aos 21 anos então, Julim começou a tatuar alguns amigos e sua irmã com a máquina acima, montada seguindo as instruções de um vídeo do YouTube. Ficou muito feliz, mas seus pais não, que confiscaram a máquina. Apesar de curta, essa experiência foi reveladora – e a fez querer muito aprender o ofício.

Atualmente aos 33 anos e tatuando profissionalmente há 7, a artista entende a tatuagem como uma mídia, experimenta conceitos e expande sua prática através dela. “Me interesso muito pelo ponto de encontro entre arte contemporânea e tatuagem, e venho explorando essa interseção em minha produção recente“.

Julim Rosa acredita fortemente que a tatuagem é uma colaboração entre tatuador e cliente. Por isso, normalmente só trabalha com um horário por dia, para que possa dar ao seu cliente o processo todo com a dedicação que ele merece.

OLHAR PARA SI COM ORGULHO

A artista demonstra como o seu processo também é particular e único, e quer passar isso a cada um de seus clientes, além de transmitir para a pele uma estética incrível, sábia e distorcida de suas tatuagens: “Ao me tatuar, eu percebi que olhava para as partes do meu próprio corpo e quero que as pessoas também tenham essa experiência gentil que tive ao fazê-las. As tatuagens funcionam para mim como um marco dos momentos da minha vida. Quero honrar isso e dar a cada cliente a melhor experiência que posso oferecer, para que eles se lembrem disso com amor”, comenta Julim.

Em entrevista, Julim fala que se tivesse que descrever o que está produzindo agora de forma técnica, diria que está fazendo composições conceituais que misturam texto, figura humana e distorção. E se tivesse que descrevê-lo conceitualmente, diria que explora ideias de realidade, permanência, gênero e existência humana em geral.

“Tudo o que você experimentou antes faz de você a pessoa que você é hoje. Devo dizer, porém, que acredito que as habilidades mais importantes não são as aprendidas em uma escola ou universidade”.

Julim Rosa

Para encontrar a talentosa Julim Rosa, basta marcar um horário no estúdio BABY BERLIN – Alemanha, ou ficar de olho em suas várias viagens pelo mundo como artista convidada.

Você pode encontrar mais do trabalho de Julim Rosa no Instagram e em seu site.

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