Victor Costa nasceu em Brasília e atualmente reside na cidade de São Paulo. Tatuador desde 2013, é um artista versátil e acredita que a arte ideal une durabilidade, estilo e exclusividade. Fruto de muito trabalho e pesquisa, Victor Costa vem se destacando no estilo neotradicional.

Traços marcantes ao lado de linhas extremamente delicadas, sombreamento suave e pintura sólida são características presentes em suas tatuagens. Buscando referências na anatomia humana, tatuagens tradicionais e artistas clássicos, Victor tem a habilidade de traduzir toda sua bagagem de estudos em composições duráveis e cheias de vida.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que fizemos com o artista e algumas de suas tatuagens neotradicionais incríveis:

ENTREVISTA VICTOR COSTA TATTOO

FTC: Victor, o que fazia antes e como foi parar na tatuagem?

Eu me chamo Victor Costa, tenho 24 anos. Nasci e cresci em Brasília, mas atualmente vivo e trabalho em São Paulo. Tenho uma máquina de tatuagem desde julho de 2013, mas me considero um tatuador desde agosto de 2014.

Essa diferenciação se fez mais clara para mim com o passar dos anos. Na época em que tive essa ideia de começar a tatuar, eu ainda estava cursando Engenharia Mecatrônica na UnB (Universidade de Brasília). O início foi bastante conturbado e confuso. Comprei o material e semanas depois estava embarcando para um intercâmbio de um ano no Reino Unido. Lá decidi abandonar a engenharia e me dedicar ao meu ofício. Retornei ao Brasil em agosto de 2014.

FTC: De lá pra cá muita coisa mudou. Como você define a sua arte hoje?

Algo feito para durar e ser belo. Durabilidade está relacionada ao tempo, ou a percepção que temos dele, e como as coisas se deterioram. Beleza é subjetividade.

Acredito que tento traduzir a forma como vejo o mundo pelos meus trabalhos. Sinto uma necessidade real de criar algo de relevante para o mundo. Para o mundo não, para as pessoas. Para o indivíduo. Para que, através disso, ele ou ela possa encontrar sua própria beleza. Foi a forma que encontrei para continuar vivendo, através dos outros. Cada cliente carrega no corpo um pouco de mim, do que eu acredito.

FTC: Com o que você se inspira?

A natureza creio que seja a grande fonte de inspiração de todo artista. Não somente a natureza me fascina, mas as relações matemáticas que conseguimos encontrar nela. Ao analisar de perto a natureza conseguimos ver tanto movimento, fluidez, equilíbrio e harmonia – Acredito que meus estudos se voltem para um aprofundamento nesses conceitos.

FTC: Qual foi sua primeira tatuagem em um cliente?

Mariposa na coxa do Higor Veras.

FTC: Está tocando algum projeto especial ou específico atualmente? E agora, o que vem pela frente?

Estou focado em entender melhor como posso traduzir toda essa fluidez da natureza em composições sólidas e duráveis. Esse é apenas o início, acredito que muita coisa boa virá.

FTC: O que tem lido, ouvido, visto, quais são os artistas preferidos no momento?

Livro: Cartas à Theo por Van Gogh.

Música: Desaforo Norte, Djonga e Chopin.

Artistas preferidos: Alphonse Mucha, William-Adolphe Bouguereau, Bernini, Ivan Szazi, Mauricio Teodoro, Filip Leu, Mario Art, André Oliver, Mauro Nunes, Zoio, Denis Vazios, Gilliano e Juliano Caberlin.

FTC: O que te dá mais prazer no seu trabalho? E o que dá menos?

A busca incessante por aquela tatuagem perfeita. O fato de você se forçar até o limite do seu limite para criar algo excelente.

O que dá menos prazer: a busca incessante por aquela tatuagem perfeita.

“Busco na natureza o essencial para produzir o belo. Tenho uma mente que não consigo parar, sempre buscando novas formas de traduzir o mundo como eu o vejo”Victor Costa 

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Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no FTCMAG.



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