A cada ano surgem modelos diferentes de hospedagem. Os hotéis, hostels e albergues são os mais conhecidos pelos viajantes, mas tem um novo conceito ganhando força no mercado: os ‘micro quartos’, ‘micro hotéis’ ou ‘hotéis cápsulas’. Uma excelente opção para aquele investidor que deseja lucrar mais e para os clientes que desejam pagar menos.

Hotel Yotel em Manhattan, Nova York. (imagem extraída de Viajali);

Em áreas mais carentes de espaço ou com alto custo de terrenos, como é o caso das grandes cidades, só existem duas opções: maximizar os lucros ou reduzir o retorno financeiro para as empresas. Já que muitos hóspedes só desejam passar uma noite ou ficar a maior parte do tempo fora do hotel, a ideia dos ‘micro quartos’ parece uma boa solução. O objetivo é colocar mais acomodações em um espaço físico dimensionado, normalmente, para um único dormitório tradicional.

Embora tenham dimensões mínimas, os ‘micro quartos’ precisam oferecer tudo o que os clientes necessitam. Uma hospedagem compacta, barata e prática não deve ser o sinônimo de serviço precário. A falta de espaço pode ser compensada com muito charme, estilo, conforto e sofisticação.

Hotel CityHub em Amsterdã, na Holanda. (imagem extraída de Serido News);

Hotel Sleepbox em Moscou. (imagem extraída de Tudo Interessante);

Dormir em um quarto com essas características é uma experiência bem inusitada, que pode também ser bastante divertida. Para conseguir aproveitar ao máximo a estadia no hotel, o turista precisará manter a sua mente aberta e se permitir sair da rotina. Afinal, não se trata apenas de dormir, mas também de provar a “arquitetura do amanhã”, que precisa lidar com as escassezas do planeta e o maior racionamento das áreas habitadas.

Das Park Hotel, em Brottrop, na Alemanha; e em Ottensheim, na Áustria. (imagem extraída de Viajali);

Ficou curioso em saber como é dormir em um micro quarto de hotel? Confira alguns exemplos logo abaixo! 

Os menores hotéis do mundo

No ano de 1728, um habitante de Amberg, na Alemanha, teve a ideia de construir uma casa para os recém-casados. Na época, contrário ao famoso ditado popular “quem casa, quer casa”, só permitia-se o matrimônio às pessoas donas de propriedades. Portanto, a ideia para o Eh’häusl, ou ‘casa de casamento’, era que um de casal repassasse a edificação ao próximo, sempre no valor mais baixo possível. Isso permitiria a união de todos os amantes.

Atualmente, o Eh’häusl funciona como um hotel, mas não é qualquer hotel, pois ele está no livro dos recordes como o ‘menor hotel do mundo’. Isso porque a pequena casa tem dois metros e meio de largura e cinquenta e cinco metros quadrados de área. Existe apenas um quarto, com vinte metros quadrados.  Sua decoração é muito romântica e atrai visitantes de todo o mundo, que desejam um local tranquilo para passar sua lua de mel.

Eh’häusl ou ‘casa de casamento’, em Amberg, na Alemanha. (imagens extraídas de Curto & Curioso e site de Eh’häusl);

Já em Copenhague, na Dinamarca, foi inaugurado, no ano de 2014, outro estabelecimento que também ficou conhecido como o ‘menor hotel do mundo’. O Central Hotel tem somente um quarto, com seis metros quadrados. Ele fica no segundo piso de um pequeno edifício, construído em 1905, onde se localiza o Central Café. Esse é o menor café da cidade, com capacidade para cinco clientes em seu interior.

Embora seja muito compacto, o quarto do Central Hotel é confortável e bem decorado. Há uma cama de casal, televisão de tela plana, caixas de som para iPhone, frigobar e um armário. Junto desse ambiente há um banheiro privativo, com chuveiro. A falta de espaço não parece ser um incômodo para os hóspedes. Geralmente, o interesse dos turistas não é permanecer dentro do hotel, mas passear nas ruas da bela cidade.

Central Hotel em Copenhague, na Dinamarca. (imagens extraídas de Viajali e site de Central Hotel);

Os micro hotéis de Nova York

Se hospedar em Nova York é algo que custa muito caro. A ideia de se ter quartos menores, mas funcionais e com diárias mais acessíveis agrada a todos. Por isso, os ‘micro hotéis’ também têm se tornado tendência na Big Apple. Hostels e Airbnb – serviço de aluguel de quartos e imóveis para curtas estadias – ganharam a concorrência de redes como o Pod Hotel, por exemplo.  Mas tudo indica que isso é apenas o começo. Muitos promotores imobiliários da cidade já negociam a construção de novos hotéis com ‘micro quartos’.

Os incorporadores Oleg Pavlov e Seth Schumer inauguraram, recentemente, novos edifícios em Manhattan. O Hotel Arlo Hudson, em Hudson Square, é considerado um ‘micro hotel’ quatro estrelas. São dois prédios que somam quinhentos e setenta e cinco unidades, com quinze metros quadrados cada uma. Há quartos com beliches ou camas de solteiro. Outros possuem cama de casal ‘queen’, encaixada numa espécie de moldura de madeira, da largura do quarto, e varanda. Minibares são encaixados às mesas de cabeceira e pinos nas paredes servem de cabideiros para pendurar as roupas.

Hotel Arlo Hudson em Nova York, nos Estados Unidos. (imagem extraída de O Globo);

Os hotéis cápsulas do Japão

No Japão, hotéis com ‘micro quartos’ não são mais vistos como algo diferenciado. Existem aproximadamente mil e seiscentos estabelecimentos no país que oferecem cubículos. Eles têm cerca de um metro de largura cada um e servem para abrigar pessoas que perderam seu último trem ou que exageraram na bebida e não podem ir para casa. Costumeiramente, essas cápsulas ficam lado a lado, uma em cima da outra e são separadas por sexo.

Modelo de hotel-cápsula no Japão. (imagem extraída de Tudo Interessante);

Diferente de outros modelos de hospedagem, nos ‘hotéis cápsulas’ não há muito conforto. Mas, de todo modo, tem-se o mínimo necessário. Além da cama, cada cápsula pode conter uma televisão, tomada para carregar celulares, luminárias e compartimentos para guardar pequenos pertences. Malas maiores devem ser deixadas na recepção.

Feito o check-in, o hóspede deve tirar os sapatos e trocar sua roupa por um pijama-padrão fornecido pelo hotel. Depois, ele é convidado a se higienizar. Normalmente, os lavatórios são compartilhados. Toma-se o banho sentado, com ajuda de uma mangueirinha. Também há sempre disponível ofurôs, pias, banquinhos, espelhos e mais. Para acessar as cápsulas, usam-se pequenas escadinhas. Não há portas para fechá-las, somente cortinas presas por ganchos.

Hotel Ashin Oyado, no Japão. (imagem extraída de Serido News);

Fontes: O GloboCentral HotelEh’häusl, G1-Notícias, G1-Turismo e ViagemJornal de Negócios, Free The Essence.

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