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Desde que nós, mulheres, nos conhecemos por gente somos estimuladas a seguir alguns padrões impostos pela sociedade: O padrão do corpo perfeito, o padrão do casamento de princesa e principalmente o padrão de vestir, como mostra esse texto do Plano Feminino.

Vivemos um paradoxo: de um lado, a nossa vontade de sermos representantes de nós mesmas, de viver os nossos próprios personagens, segundo o nosso gosto, nossas opiniões. De outro lado, a necessidade de se enquadrar no que esperam que a gente seja.

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Mas algo vem mudando nessa ordem. Com o crescente poder de voz da mulher nas mídias e consequentemente no mundo (através da difusão do maior fenômeno de comunicação de todos os tempos, a internet), estamos experimentando o poder de sermos e de nos vestirmos da maneira que bem entendemos.

O lance do empoderamento feminino é um conceito que vem sendo muito debatido ultimamente, graças a sua repercussão nas mídias sociais. Diversos sites e redes falam do assunto, como por exemplo o Think Olga, Girls with Style, Plano Feminino, Modices, Oficina de EstiloEmpodere duas mulheres. O tema trata de dar poder e força às mulheres e dá enfoque ao posicionamento psicológico, social, político e educacional da mulher na sociedade. Sociedade onde as mulheres sofrem diariamente preconceitos e assédios, onde um dos seus maiores erros é tentarem ser exatamente como são.

A moda sempre foi um reflexo do comportamento vigente, das transformações que o mundo experimenta: tudo o que somos e pensamos acaba sendo refletido na roupa de uma ou de outra maneira, através de uma cor, de uma estampa ou de uma forma, por exemplo. E dessa vez, com o feminismo gritando aos quatro cantos do mundo a sua existência (e persistência), não poderia ser diferente.

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Nesse contexto, a mulher está ficando mais livre para ser quem quiser e quebrar padrões. E diante desses novos movimentos comportamentais, a vestimenta da mulher passa a refletir isso. Ela não necessita mais da aprovação masculina para se vestir e o paradoxo “ser x pertencer” deixa aos poucos de fazer parte do seu dia a dia, em nome de sua liberdade de estilo, em um cenário em que até bem pouco tempo atrás o simples uso do batom vermelho era visto como objetificação sexual.

Outro reflexo desse movimento é a troca do “sexy” (nada contra o estilo) pelo “confort”, a chamada desconstrução da silhueta, (que o site Modices já falou super bem por aqui) traduzida pelas roupas que brincam com o padrão corporal feminino, muitas vezes inspiradas no próprio guarda-roupas masculino. Sem precisar se estereotipar para validar quem é, a mulher passa a apostar em caimentos mais amplos que transformam o corpo, fazendo uso da moda como expressão de si e não apenas como consumo.

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A silhueta confortável e desconstruída combina o longo com o longo, o exagero das formas, traz a diversão de volta, e mais do que tudo, preza a liberdade. Porque as pessoas devem ser interpretadas mais pelo seu caráter e não só pelo modo de se vestir, certo? Confira alguns exemplos:

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Ps: Mostramos aqui uma nova alternativa de se vestir e não uma obrigatoriedade, um padrão estabelecido ou qualquer julgamento sobre um estilo. Acreditamos que o verdadeiro empoderamento se dá quando a mulher usa o que ela bem entender, o que faz ela se sentir bem e bonita. 😉

Via: Plano Feminino e Modices. Imagens: Juliana Rocha do RIOetcErica Exposed, Asos, Make it Big, Kellie Brown, Beth Ditto, Style Plus Curves.

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Gabi Zuri é sagitariana, colorida, pinta, borda e finge que cozinha. Produtora e professora de moda e fotografia, é apaixonada por história, aquarelas, figurino, gatos, além de ter certeza que um dia vai rodar o mundo.

Gabriela Zuri – já escreveu posts no Follow the Colours.


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