Com 23 anos de atuação, artistas do Estúdio Bijari ajudaram a moldar uma nova linguagem de design no País

O Estúdio Bijari é um núcleo de criação em artes visuais e multimídia com arquitetos, cenógrafos, designers, planejadores, diretores de vídeo e de arte que existe desde 1998 e se consolidou no mercado brasileiro. Com um time multidisciplinar de profissionais, o Bijari desenvolve através de diferentes linguagens, ações em espaços públicos ou autônomos que visam criar experiências imersivas e narrativas inovadoras.

Suas obras e criações envolvem arte, design e tecnologia, e tem como objeto de interesse as narrativas, poéticas e conflitos que moldam e dão vida à paisagem urbana.

“Estão Vendendo Nosso Espaço Aéreo” foi o resultado de um laboratório urbano focado nas transformações em curso no Largo da Batata retratando as dinâmicas e fluxos sociais, culturais e econômicos 

Praças (Im)possíveis: bicicletas de carga adaptadas com bancos, guarda-sóis e floreiras. Ora se configuram como veículos, ora se transformam em pequenas praças articuladas, territórios temporais de encontro, desaceleração e confronto às formas de ocupação e relação no território urbano

Japan House São Paulo: instalação que fazia alusão à estética das luzes das cidades japonesas enquanto passava por uma manutenção programada

O Estúdio desenvolveu os famosos “Carros-Verdes” (carcaças de carros abandonados transformados em floreiras), exibidos em exposições pelo Brasil e exterior, as “Praças Impossíveis” (bicicletas cargo transformadas em peças de mobiliário urbano), expostas em lugares como SESC, Centro Cultural SP, Museu da Casa Brasileira, Paço das Artes e SP-Arte 2016, entre outros. Além disso, o Estúdio Bijari já participou de eventos, exposições e residências em diversos países, como Alemanha, Áustria, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Espanha e México, entre outros, além de diversas cidades do Brasil.

Desde 2007, veículos abandonados nas ruas de São Paulo são transformados em jardins simbólicos, trincheiras verdes que brotam da lataria recortada de carros, caçambas e ônibus inutilizados provocando a vertigem de uma outra cidade possível. Possivelmente a nossa!

Entre suas peças estão lambe-lambe, projeções em larga escala, videomapping, intervenções urbanas, videodança, além dos projetos para arquiteturas táticas e trabalhos desenvolvidos ao longo dos últimos anos com outros coletivos artísticos e comunidades urbanas. É o caso dos projetos “Zona de Ação”, cujas intervenções refletem sobre o processo de renovação urbana do Largo da Batata e revisita as primeiras ações do projeto “Realidade Transversa”, que retratava o cotidiano dos trabalhadores urbanos informais e os convidavam para protagonizarem performances em exposições de arte.

Vocabulário Combativo: o projeto atuou na fronteira entre a arte, o design e o ativismo cujo mote comum era a releitura de cartazes do modernismo suíço alterados de forma a receber frases de protesto políticos ocorridos no Brasil a partir de 2016. Os cartazes fizeram parte do shorlist da 13ª Bienal de Design Gráfico.

Em seu novo site lançado recentemente, com forte apelo visual, uma das marcas registradas dos trabalhos desenvolvidos pelos artistas, o endereço reúne e apresenta um histórico do que já foi produzido e conta um pouquinho de tudo o que trilharam na fronteira entre a arte, o design e a cidade. “Compilamos os projetos mais recentes e aqueles que foram mais marcantes para o estúdio, sejam de arte pública, instalações para marcas ou projeções pelos palcos e prédios da cidade”, avalia Mauricio Brandão do Bijari.

Para conhecer mais sobre o Estúdio Bijari, acesse o site e acompanhe no instagram.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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