O investimento em startups por empresas de design está em ascensão no mercado internacional, uma tendência que tem se provado muito eficiente e começa a avançar no Brasil. Neste modelo, no lugar da injeção de capital (Venture Capital), a participação acionária é trocada pela aplicação de competências de design, o que é chamado de Venture Design. 

Mas, na prática, como as ferramentas de design podem impulsionar o crescimento de novos negócios? O pessoal da consultoria de Design e Inovação Questtonó, pioneira na aceleração de startups por meio de Venture Design, nos explica nos 6 tópicos abaixo. Confira!

O VENTURE DESIGN NO MUNDO DAS STARTUPS
1 – O DESIGN ANDA DE MÃOS DADAS COM O CONSUMIDOR

A perspectiva do design não é focada em “fazer coisas bonitas”, mas na construção de experiências. É como se em vez de olharmos para o copo de água, cuidássemos do ato de beber água. O design se apoia na perspectiva das pessoas, o que amplia as possibilidades de acertos e garante uma experiência muito mais relevante e conectada com as necessidades do usuário final.

2 – O PROCESSO É SISTÊMICO

O todo é mais importante do que as partes. Em um projeto de design, o pensamento é holístico e transdisciplinar. As metodologias são implementadas de maneira integrada desde o início de um projeto, o que garante coerência durante todo o processo de desenvolvimento de um produto ou serviço.

3 – A PERCEPÇÃO DE VALOR DO DESIGN ESTÁ MUDANDO

Em todo o mundo, grandes empresas estão criando seus próprios núcleos de design, consultorias estão se tornando parceiras-chave de novos negócios e startups de sucesso já priorizam o design como parte fundamental de sua evolução. Todos esses players já perceberam que um propósito claro, uma marca forte e uma experiência coerente garantem um negócio mais competitivo e que as disciplinas empregadas pelo design são capazes de acelerar esse processo.

4 – VENTURE DESIGN É UM MODELO DE ACELERAÇÃO INOVADOR

Em ascensão no mercado internacional, o Venture Design aproxima os universos criativo ao empreendedor por meio de competências estratégicas. Disciplinas como pesquisa, estratégia, branding, identidade visual, UX, UI, industrial design tangibilizam a marca e geram valor mais rápido para empresas que estão começando.

5 – POTENCIALIZANDO AS CHANCES DE INVESTIMENTO

Esse modelo de aceleração não envolve necessariamente a aplicação de capitais, mas uma empresa que tem seu propósito claro, sua marca bem trabalhada, seu produto funcionando e entrega uma boa experiência para o consumidor se torna mais competitiva e atrativa aos olhos dos potenciais investidores.

6 – TECNOLOGIA É UM MEIO, MAS NÃO UM FIM

Muitas startups focam todos os seus esforços para resolver questões tecnológicas. O design, por princípio, foca seus recursos para solucionar as questões humanas, ou seja, naquilo que no fim das contas faz o consumidor se interessar ou não por uma marca, produto ou serviço.

Entre as startups já aceleradas pela Questtonó estão a PEER2BEER, plataforma inédita que conecta uma rede de produtores caseiros de cerveja com especialistas e apoiadores, e a Synco, um serviço de monitoramento por meio de IoT que permite que usuários e gestores acompanhem suas frotas e equipes de trabalho de forma transparente e completa.

Legal, não? Isso é só o começo dessa nova era por meio do Venture Design, em que a aposta neste investimento em troca de conhecimento constrói novos modelos de negócios e agrega sucesso para as empresas!

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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