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Há tempos atrás me deparei com a arte do australiano Oliver Jeffers. Criado na Irlanda, o artista que atualmente mora em Nova York, assume muitas formas. Suas peças vão desde livros, instalações, fotografias, até pinturas inusitadas.

Em uma de suas séries, chamada Dipped Paintings, Oliver traz quadros que são mergulhados um terço ou até a metade em tintas coloridas vibrantes, resultando numa estética completamente original. Olivier até fez uma demonstração pública de como elas eram transformadas com cores em um porão em Manhattan. Mas afinal, por que ocultar parte de um quadro?

Jeffers diz que a ideia traz a fragilidade da memória, muito mais do que o significado em si, das obras que estão sendo embebidas na tinta. Em outras palavras: muitas das coisas que apreciamos mantemos em nossa mente, mas com o tempo, elas são esquecidas, transformadas ou guardadas bem lá no fundo do nosso subconsciente.

Ele nos dá o exemplo de um piso que antes costumava ser uma estrada, e que hoje tem sua identidade esquecida debaixo de vários edifícios. Não muito diferente dos detalhes dos retratos encharcados em vermelho, laranja, azul, verde, pingando no chão do porão.

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Fato é que o projeto, polêmico e insultante para alguns, interessante para outros, acabou se tornado uma tendência de decoração pelo mundo. Hoje, esse DIY (faça você mesmo) relativamente fácil, está aqui visível para sua livre interpretação.

Oliver diz que suas pinturas, assim como quando alguém morre ou uma foto é destruída, continuam possuindo uma “memória”. Mesmo fora de vista, sabemos que ao olhar para algum desses retratos com cores, a imagem original vai estar lá.

Não desmerecendo o significado único que toda obra tem, acredito que a tendência do dipped paintings é realmente uma maneira interessante de dar vida a uma cópia ou reprodução, a um velho pôster, quadro ou arte. Basta se certificar que você não está transformando uma pintura valiosa antes de mergulhá-la na tinta.

A ideia pode (e deve) ser utilizada para dar um “up” e uma cara mais moderna para a sua casa, transformando sua parede de uma maneira bem original! Confira:

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Dipped Painting na vida real:

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E você? Faria um desses ou não?

Via/ Via.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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