Art Attack

Ricky Adam registrou as plantas de escritório que foram esquecidas durante a pandemia

O fotógrafo Ricky Adam trouxe uma visão simbólica do momento em que estamos vivendo através dos seus registros fotográficos de plantas esquecidas no ambiente de trabalho durante a pandemia de Covid-19.

O artista, que atualmente vive e trabalha no Reino Unido, foi surpreendido pela quantidade de vegetação seca ao voltar ao trabalho presencial. E dessa observação surgiu o interesse em retratar as espécies esquecidas.

Além de fazer os registros, Ricky agrupou todos eles em um zine, que batizou de “Don’t You Forget About Me”, e que começa com uma frase do poeta estadunidense T.S. Eliot: “É assim que o mundo acaba, não com um estrondo, mas com um gemido”.

“Eu queria encontrar algo menos óbvio, mas simbólico do mundo em que vivemos atualmente”, explicou Adam ao Creative Boom. “Há uma tristeza distinta no ar. O que é mais triste do que a morte de uma planta? A morte de muitas plantas”.

TRAJETÓRIA ARTÍSTICA DE RICKY ADAM

Ricky nasceu na cidade de Bangor, na Irlanda do Norte. Aos 47 anos de idade, ele já atuou em diversos projetos fotográficos no seu país de origem e em diferentes regiões da Europa e da América.

Ele ganhou sua primeira câmera aos 19 anos, e a fotografia foi introduzida em sua vida como um hobby. Ele contou à Lodown Magazine não existia internet durante sua adolescência, e que as imagens que observava em revistas sobre skate e ciclismo moldaram o seu estilo profissional: “É importante encontrar um assunto que se adapte a você como fotógrafo”, conclui.

Ricky começou a atuar profissionalmente na área pouco tempo depois, aos 23 anos de idade, e não parou mais. E ele registrava o seu cotidiano daquele período. Foi também nessa época que ele ingressou em uma revista sobre ciclismo radical, uma de suas paixões, onde permaneceu como fotógrafo sênior e editor até o ano de 2013.

O artista desenvolve diferentes projetos de fotografia, e afirma que a essência do seu trabalho consiste em “coletar imagens”, e que enxerga suas fotos como uma narrativa: “Gosto de como a fotografia é tão imprevisível. Há uma linha muito tênue entre uma foto boa e uma foto ruim. Muito disso se deve à sorte e estar no lugar certo na hora certa com uma câmera”, ele diz.

Seus trabalhos estão presentes nos acervos de instituições de arte de diferentes países, como Estados Unidos, França e Austrália, por exemplo.

Como conselho para quem está no início da carreira, ele diz que é necessário ser despretensioso, e fotografar tudo o que achar interessante. Ele acredita que essas imagens inicialmente aleatórias podem se desdobrar em projetos interessantes no futuro.

Se quiser continuar acompanhando o trabalho de Ricky Adam, visite o site e o perfil do fotógrafo no instagram.