Em uma cidade repleta de atrações culturais para todos os gostos, estas três instituições representam o que há de melhor e mais atual na arte mundial – seja em exposições temporárias ou no acervo permanente

Nova York é um verdadeiro deleite para os amantes de arte e cultura. Repleta de atrações, a cidade apresenta um cardápio que vai desde os tradicionais musicais da Broadway a alguns dos melhores museus do mundo. Focando apenas no quesito exposições artísticas (e deixando de lado alguns maravilhosos museus temáticos, como o Jewish Museum, o 9/11 Museum & Memorial e o Intrepid Sea, Air & Space), quase todo mundo já ouviu falar do The MET (Metropolitan Museum), enorme complexo dedicado à pintura europeia dos Séculos XII-XX e a obras de arte antigas. Sim, visitá-lo é indispensável. Mas também é imperdível uma ida aos museus que melhor representam a arte moderna e contemporânea mundial (e que tem tudo a ver com o estilo da Big Apple).

Estamos falando do trio de ouro composto pelo MoMA (Museum of Modern Art), Guggenheim e Whitney Museum of American Art. Três joias da coroa que dialogam diretamente com o clima cosmopolita nova-iorquino, sendo parte da paisagem e da vida cultural da cidade. E vamos combinar que as linhas curvas do Guggenheim combinam muito mais com Nova York do que a arquitetura neoclássica do MET. Mas, afinal, quais as diferenças entre estes três museus? E por que devo visitar todos? Vamos destrinchar a seguir:

ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA EM NOVA YORK

 

MOMA (MUSEUM OF MODERN ART)

Começando pelo mais antigo dos três, fundado em 1929, e que hoje é um dos maiores e mais significativos museus de arte moderna do mundo. Localizado em uma ampla construção no meio de Manhattan, perto da Times Square e do Rockefeller Center, seu acervo conta com mais de 150.000 pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, peças de design, entre outros itens. Entre as obras de destaque, estão os quadros Dança, de Henri Matisse, Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh, e A Persistência da Memória, de Salvador Dalí.

Fato é que é possível passar horas a fio percorrendo o MoMA. Não apenas por suas galerias, divididas de forma inteligente, sem cansar o público, mas também pelo seu belo jardim de esculturas; pelas boas opções gastronômicas (além do chiquetoso restaurante The Modern, há uma deliciosa cafeteria no quinto andar, ótima para descansar os pés enquanto tomamos um chá); e pela sua loja (aliás, vale destacar e recomendar também uma visita à incrível MoMA Design Store, no Soho).

E se o acervo permanente do MoMA já é motivo para dedicar pelo menos meio dia ao museu, o que dizer de suas excelentes exposições temporárias? Querem uma amostra? No começo de 2018, a vida e obra de nossa conterrânea Tarsila do Amaral foram recontadas na exibição Inventing Modern Art in Brazil. Muito orgulho, né? Vale a pena ficar de olho no calendário de exposições e eventos do museu, quem sabe você pega uma mostra bem bacana quando estiver em Nova York?

VAI LÁ: MoMA – 11 West 53 Street, Manhattan. Entrada na 18 West 54 Street.

SOLOMON R. GUGGENHEIM MUSEUM

Avançando um pouco na linha do tempo, chegamos ao Museu Guggenheim de Nova York, inaugurado em 1959, localizado na parte superior do Central Park, no Upper East Side, compondo a culturalíssima Museum Mile. Aqui, antes de falarmos do acervo, é preciso mencionar que a própria construção que sedia a instituição é uma obra de arte (e por que não, uma atração turística) por si só. O prédio, projetado pelo renomado arquiteto Frank Lloyd Wright, mais parece uma obra de arte contemporânea abstrata, com as linhas curvas de sua fachada, que o tornaram mundialmente famoso.

Impossível passar em frente e não tirar pelo menos uma foto em frente à construção. Pena que muita gente acabe ficando apenas do lado de fora. Vale – e muito – a pena visitar o interior do museu. Não só pelo acervo, mas também para admirar sua arquitetura internamente, observando como as formas geométricas puras valorizadas por Frank Lloyd Wright dialogam com a estrutura do edifício e com a própria locomoção dentro dele, tornando-se parte da experiência.

E se na forma o museu se destaca, o mesmo pode ser dito de seu conteúdo. Ele conta com um bom acervo permanente, com obras de arte moderna e contemporânea. Destaque para a Coleção Thannhauser, exposta no segundo andar, que conta com pinturas de artistas como Van Gogh e Picasso. E ainda vive apresentando exposições temporárias pra lá de interessantes, como a do polêmico artista plástico vietnamita Dah Vo, Take My Breath Away, que ficou em cartaz no início de 2018.

VAI LÁ: Guggenheim Museum – 1071 5th Avenue, entre a 88th e 89th Street.

WHITNEY MUSEUM OF AMERICAN ART

Quase tão antigo quanto o MoMA, o Whitney nasceu da recusa do MET em abrigar obras de arte pertencentes à escultora Gertrude Vanderbilt Whitney. Surgia assim uma das mais proeminentes e vanguardistas instituições culturais dos Estados Unidos.

Com a proposta de focar apenas em obras contemporâneas de artistas norte-americanos vivos, o Whitney é um museu que olha essencialmente para o passado recente (séculos XX e XXI), o presente e o futuro dos Estados Unidos, em diálogo com o mundo. E por falar em diálogo, sua nova sede, aberta em 2015 na extremidade sul do High Line Park, já se tornou um marco em Nova York, compondo parte da paisagem desta região outrora industrial e degradada. Um programa perfeito para combinar com uma caminhada pelo parque e um almoço no Chelsea Market ou no Gansevoort Market.

E para completar nossa lista, o Whitney, assim como o MoMA e o Guggenheim, é daqueles museus que valem não só pelo acervo permanente, mas também pelas ótimas exposições temporárias, como a que ficou em cartaz no primeiro semestre de 2018, sobre as obras de arte de protesto da década de 40 até os dias de hoje, abordando temas como AIDS, Guerra do Vietnã, segregação racial e avanços tecnológicos.

Três museus diferentes e complementares. E que são a cara de Nova York! MoMA, Guggenheim e Whitney: qual o seu favorito? Nós temos uma queda pelo MoMA, mas achamos que, havendo tempo e disposição, é recomendável visitar os três, e assim ter um panorama completo da arte moderna e contemporânea.

VAI LÁ: Whitney Museum  – 99 Gansevoort Street

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Fabio Calderon é jornalista de formação, e desde cedo enveredou pelo caminho sem volta das viagens mundo afora. Da Disney à Ásia, não há destino que escape de sua wishlist. Atualmente, comanda a Planejante, agência e consultoria de viagens especializada em roteiros personalizados. Entre suas paixões, além da vida nômade, estão as experiências gastronômicas (de ceviche a hambúrguer, passando por noodles e sorvete), museus, passeios ao ar livre, road trips, e qualquer coisa que seja sinônimo de liberdade e pé na estrada.

Fabio Calderon – já escreveu posts no Follow the Colours.


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