Em uma Paris cheia de atrações culturais, estas três instituições representam o que há de mais atual na arte moderna. E ainda entregam lindas vistas da Cidade Luz

Paris é uma aula de cultura a céu aberto. E além das ruas repletas de história e arquitetura, quase todo mundo inclui no roteiro pela Cidade Luz uma visita a pelo menos um de seus conhecidíssimos museus, como o Louvre e o D’Orsay. Mas para além da arte clássica e de atrações que, embora tenham inegável valor cultural, vivem abarrotadas de turistas, a capital francesa também guarda alguns tesouros para quem curte arte moderna e contemporânea.

Entre várias galerias e instituições menores, há três museus em Paris que compõem uma espécie de trio de ouro da arte moderna e contemporânea. Estamos falando do Centre Georges Pompidou, Fondation Louis Vuitton, e Palais de Tokyo, que já se tornaram parte da paisagem e da vida cultural da cidade. Mas, afinal, quais as diferenças entre estes três museus? E por que devo visitar todos eles? Vamos destrinchar a seguir:

CENTRE GEORGES POMPIDOU

Começando pelo mais famoso dos três, inaugurado nos anos 70, e que hoje é um dos maiores e mais significativos museus de arte moderna do mundo. Localizado em uma ampla construção no meio da praça de mesmo nome, na área de Beauborg, pertinho do charmosíssimo bairro do Marais, do shopping Les Halles, da Rue de Rivoli e da prefeitura, seu acervo conta com mais de 100.000 pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, instalações, peças de design, entre outros itens.

São obras de artistas como Henri Matisse, Pablo Picasso, Marc Chagall, Marcel Duchamp, Wassily Kandisnky, Frida Kahlo, Andy Warhol, Francis Bacon, Mark Rothko, entre outros. Uma coleção enorme, que abrange os principais movimentos artísticos desde o início do Século XX até a atualidade.

O museu na verdade faz parte de um grande complexo, que conta também com uma biblioteca e um centro para música e pesquisas acústicas. Além de seu rico acervo permanente, também costuma organizar interessantes exposições temporárias.

Impossível falar sobre o Centre Georges Pompidou sem mencionar sua impressionante construção, um marco arquitetônico modernista em Paris. O prédio de seis andares, desenhado pelos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers, tem um estilo industrial high-tech, extremamente inovador para a época em que o projeto foi lançado. Subir e descer em suas escadas rolantes enquanto se admira a paisagem é quase tão divertido quanto se perder entre as muitas obras expostas pelo museu.

É no Pompidou que fica a obra de Marcel Duchamp, A fonte, responsável pelo conceito de ready made;

O Centro Georges Pompidou foi inaugurado oficialmente em 31 de janeiro de 1977 e desde então recebe anualmente cerca de 6 milhões de visitantes, sendo um dos espaços mais visitados na França. A biblioteca presente no Pompidou também é a maior biblioteca pública da Europa.

Na cobertura, há uma das melhores vistas de Paris. Imperdível parar por algum tempo e tirar muitas fotos com a cidade ao fundo.

VAI LÁ: Centro Georges Pompidou – Place Georges-Pompidou, 75004 Paris, França

FONDATION LOUIS VUITTON

Mais um caso de museu em que a construção chama tanto a atenção quanto o conteúdo que está dentro dela. Projetada pelo renomado arquiteto Frank Gehry, a estrutura no formato de um barco de sete velas infladas pelo vento fica dentro do Bois de Boulogne, um imenso parque, um pouco afastado das principais atrações turísticas (a mais próxima é o Arco do Triunfo, a uns 5 minutos de táxi).

Visitar a Fondation Louis Vuitton é, antes de mais nada, um respiro. Seja por sua localização, no Bois de Boulogne e adjacente ao Jardin d’Acclimatation, ou pelo agradável passeio que o formato do museu proporciona. Com vários painéis de vidro e de concreto se entrelaçando, formando assim a reprodução das sete velas de um barco, o público acaba sendo brindado com diversos terraços e jardins suspensos, de onde se revelam vistas amplas dos arredores.

O conteúdo da Fondation Louis Vuitton, um dos museus mais novos de Paris, também não decepciona. Focado em arte moderna e contemporânea, o local conta com quadros, esculturas e instalações. O acervo permanente é de propriedade de Bernard Arnault, magnata que vem a ser o presidente do Grupo Louis Vuitton. Também há exposições temporárias muito interessantes, com temas como o Impressionismo. Com uma estrutura moderna, o museu conta ainda com um restaurante, anfiteatro, e espaço para eventos.

VAI LÁ: Fondation Louis Vuitton – 8 Avenue du Mahatma Gandhi, 75116 Paris, França

Paris para quem ama arquitetura, música, arte alternativa, dança, cinema – 5 lugares fora dos roteiros tradicionais para se visitar 

PALAIS DE TOKYO

Um dos principais templos dedicados exclusivamente à arte contemporânea em todo o mundo, o Palais de Tokyo, muito bem localizado perto do Jardim do Trocadéro, já se tornou uma instituição parisiense. Mas também é aquele tipo de atração “ame ou odeie”. Suas exposições geralmente são formadas por instalações interativas de arte contemporânea, muitas vezes com temas polêmicos e não palatáveis a qualquer um.

Nunca nos esqueceremos de quando fomos visitar o local, e em uma das salas havia uma instalação com diversos manequins representando palhaços com diferentes feições em tamanho real. Eis que uma espectadora desavisada entra lá e começa a chorar desesperadamente. Ela tinha coulrofobia (fobia de palhaço).

Mas se você curte arte BEM contemporânea, e se acredita que a função artística é justamente causar incômodo, curiosidade, e mexer com os sentimentos, então o Palais de Tokyo é uma ótima pedida. Nós gostamos bastante de lá, dá uma quebrada na vibe de arte clássica e moderna dos museus parisienses. Dentro do local, há ainda um bom restaurante. E as exposições, sempre temporárias, costumam ser muito interessantes e bem organizadas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os subsolos do Palais de Tokyo foram utilizados para armazenar os bens judeus colocados sob sequestro. 

O Palais de Tokyo está localizado em uma construção que data da primeira metade do Século XX, mas o centro de arte contemporânea tal qual existe hoje só ganhou forma a partir do início do Século XXI. Adjacente a ele, está o menos conhecido Museu de Arte Moderna de Paris. A esplanada entre os dois museus costuma ser palco de manobras de skatistas. Imperdível parar para observar as vistas maravilhosas para a Torre Eiffel que se descortinam um pouco antes de se chegar à entrada do Palais de Tokyo (considerando a caminhada a partir do Trocadéro).

As exposições são modernas e até malucas. Uma surpresa a cada sala. Ele também é um dos únicos museus que fica aberto até a noite e a recomendação é visitá-lo exatamente neste horário para depois curtir o bar que fica ao lado com vista para a torre eiffel iluminada.

VAI LÁ: Palais de Tokyo – 13 Avenue du Président Wilson, 75116 Paris, França

Três museus diferentes e complementares. E que dão uma cara mais moderna e descolada a Cidade Luz! Centre Georges Pompidou, Fondation Louis Vuitton e Palais de Tokyo: qual o seu favorito? Nós temos uma queda pelo Pompidou, mas achamos que, havendo tempo e disposição, é recomendável visitar os três, e assim ter um panorama mais completo da arte moderna e contemporânea em Paris.

Confira também 4 passeios históricos (que são experiências únicas) para fazer em Paris 

• O FTC viajou com o apoio da Air France e dos hotéis Jules & Jim e Le Littré. Esse post é resultado de um projeto exclusivo em parceria com a Planejante, visando trazer aos nossos leitores uma abordagem única e com olhar diferenciado sobre um dos principais destinos turísticos do mundo. O FTC tem total controle editorial e opinião própria sobre o conteúdo publicado.

Fabio Calderon é jornalista de formação, e desde cedo enveredou pelo caminho sem volta das viagens mundo afora. Da Disney à Ásia, não há destino que escape de sua wishlist. Atualmente, comanda a Planejante, agência e consultoria de viagens especializada em roteiros personalizados. Entre suas paixões, além da vida nômade, estão as experiências gastronômicas (de ceviche a hambúrguer, passando por noodles e sorvete), museus, passeios ao ar livre, road trips, e qualquer coisa que seja sinônimo de liberdade e pé na estrada.

Fabio Calderon – já escreveu posts no Follow the Colours.


Você também poderá gostar de:

Comentários