Processo desenvolvido por pesquisadores da China e da Califórnia usa a luz UV para imprimir papel reutilizável especialmente revestido, que ajuda a reduzir drasticamente o desperdício. 

poluição e o lixo em excesso no mundo está acabando com a natureza e as cidades, tanto que já existem vários projetos e processos que tentam transformar resíduos em novos produtos. O vestuário antigo pode virar biocombustível de avião ou mobiliário e a fuligem ser material principal para fazer tinta preta para caneta, por exemplo.

Mas e o papel? Mesmo na era digital, as pessoas ainda contam muito com o material, que acaba em aterros ou centros de reciclagem. Foi pensando nisso que uma equipe de pesquisadores da Shandong University na China, Universidade Riverside da Califórnia e o Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley, se uniram para criar uma ideia genial e inovadora.

Os cientistas descobriram um método para imprimir papel utilizando apenas luz UV. E ainda mais: o papel pode ser apagado por aquecimento a 120°C , reescrito mais de 80 vezes, tudo isso sem o uso de qualquer tinta.

Mas como?

A folha tradicional é revestida por dois tipos de nanopartículas: azul prussiano, que é um pigmento azul comum barato e não tóxico, que se torna incolor quando ganha elétrons; E dióxido de titânio (TiO2), um material fotocatalítico que acelera as reações químicas após a exposição à luz UV. A combinação química cria uma superfície ‘regravável’ e o novo pedaço de papel, quando exposto à luz, libera elétrons que tornam a superfície azul incolor.

Além de produzir pouco desperdício, a tecnologia também não custa muito. Os materiais do revestimento são tão baratos que não acrescentam quase nada ao custo de uma folha de papel. Enquanto isso, a tecnologia e o valor da impressão deverá ser menor do que as impressoras tradicionais gastam, simplesmente porque nenhuma tinta é necessária.

Imagine nunca ter que mudar o seu cartucho novamente?

O uso do novo papel economizaria energia, água, aterros sanitários e emissões de gases de efeito estufa;

A inovação é bacana justamente porque o papel contribui muito para aumentar o lixo (quase 40% do lixo em aterros é feito de papel) e o desmatamento. O novo revestimento com nanopartículas, ao permitir que o papel seja impresso com a luz UV, em uma grande escala, poderia reduzir bastante diversos tipos de problema.

“Nosso próximo passo imediato é construir uma impressora a laser para permitir impressão rápida. Nós também vamos pesquisar métodos eficazes para realizar a impressão em cores.”

Seria o futuro?

Via

Carol T. Moré é editora do Follow the Colours. Cores, internet, design, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


Você também poderá gostar de:
Comentários