Para quem acha que as bibliotecas são espaços apenas para quem gosta de ler é porque ainda não conheceu o lugar certo. Prédios incríveis, com arquiteturas impressionantes e decorações lindíssimas são elementos que tornam algumas delas destinos imperdíveis pelo mundo. Diga-me qual estilo gosta que te direis qual bibliotecas deve conhecer. Confira nossa seleção com 5 delas:

1 – Biblioteca de Strahav, em Praga (República Checa)

Localizada dentro do Mosteiro Strahov, em Praga, essa biblioteca é considerada por muitos como a mais bonita do mundo. Não é por menos, são 250 mil livros dispostos em um prédio que possui afrescos lindíssimos e diferentes objetos históricos.

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Dois salões merecem destaque especial: o Teológico, que abriga os livros de religião usados para estudo dos monges (apenas 22 vivem lá atualmente), e o Filosófico, com livros de outras ciências e uma coleção Encyclopédie, de Denis Diderot, pai da enciclopédia. No segundo está ainda um dos quatro catálogos das obras do Louvre, uma raridade doada pela princesa austríaca Maria Luzia, segunda esposa de Napoleão Bonaparte. Portões de ferro com a inscrição Initium Sapientiae Timor Domini (‘O Começo da Sabedoria é o Temor a Deus’) levam à área que dá acesso aos dois salões.

Em estilo barroco, a sala Teológica possui o teto coberto por obras, pintados por um frade, que descrevem passagens da Bíblia. Construído em meados do século XVI, o salão abriga artes raras que os monges guardam há mais de quatro séculos. Algumas delas, por trazerem ideias muito modernas para a época, foram trancadas nos armários superiores, nas entradas da sala. Todos os livros estão disponíveis para pesquisa, in loco, é claro.

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Já a sala Filosófica foi construída no século XVIII e possui dimensões gigantescas – 32 metros de comprimento, 22 metros de largura e impressionantes 14 metros de altura. No teto, um imenso afresco feito pelo pintor vienense Anton Maulbertsch, que demorou seis meses para concluir a obra com a ajuda de um único assistente. Na pintura, que tem como tema “O Progresso Intelectual da Humanidade”, figuras como Moisés, Noé, Salomão e David, de um lado, convivem com as imagens do desenvolvimento da civilização grega até Alexandre, O Grande. Na obra, a ciência também tem é representada por meio de Esculápio, Pitágoras e Sócrates.

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As estantes, em nogueira, abrigam um acervo de mais de 200 mil livros antigos, a maioria impressos entre 1501 e 1800, sobre filosofia, matemática, tratados de astronomia, etc. Para conhecer as salas, é preciso agendar uma visita privativa.

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2 – Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (Brasil)

O Real Gabinete Português de Leitura possui o maior e mais valioso acervo de obras de autores portugueses fora de Portugal. Fundada por um grupo de 43 imigrantes, a instituição surgiu para promover a cultura entre a comunidade portuguesa e garantir o nível de instrução dos imigrantes que viviam na capital do Império.

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Mais de 350 mil volumes ocupam o prédio histórico localizado na rua Luís de Camões, no centro da cidade do Rio de Janeiro. O Imperador Dom Pedro II lançou a pedra fundamental da construção do Gabinete, em 1880, e sua filha, a Princesa Isabel, o inaugurou em 1887.

Em estilo neomanuelino, o prédio foi projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, que desenhou a fachada inspirada no Mosteiro dos Jerônimos, de Lisboa. Tanto, que ela foi toda construída na capital portuguesa e trazida de navio para o Brasil. Evocando a epopeia camoniana, quatro estátuas fazem parte da fachada – Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama ,- que também é adornada por medalhões que retratam escritores portugueses.

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O interior da biblioteca também segue o estilo da fachada, com estantes gigantes de madeira para abrigar os livros e monumentos comemorativos. O Salão de Leitura possui um monumento de prata, marfim e mármore que celebra os descobrimentos – o Altar da Pátria tem 1,7 metros de altura. O teto ostenta um lindo candelabro e uma claraboia em ferro.

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No acervo estão obras clássicas, como um exemplar da edição “Princeps” de Os Lusíadas de Camões (1572) e um manuscrito da comédia “Tu, Só Tu, Puro Amor”, de Machado de Assis. As consultas só podem ser feitas no salão da biblioteca.

Apenas os sócios do Real Gabinete podem levar livros para casa, desde que estes sejam de edições posteriores a 1950. Por serem raras, algumas obras só podem ser consultadas por especialistas e com autorização especial.

Em julho de 2014 a revista Times listou o Real Gabinete Português de Leitura como a 4ª biblioteca mais bonita do mundo. Está bom demais, né?

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3 – Biblioteca George Peabody, em Baltimore (EUA)

Com cinco camadas de rochas ornamentais em ferro fundido, varandas e uma claraboia a 18,6 metros de altura, a Biblioteca George Peabody, da cidade de Baltimore, Maryland, impressiona pela sua arquitetura.

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O prédio, construído em 1878, foi projetado pelo arquiteto Baltimore Edmund G. Lind e dedicado pelo filantropo George Peabody aos cidadãos de Baltimore como agradecimento a gentileza e hospitalidade. A biblioteca faz parte do Instituto Peabody, que hoje é uma divisão da The Johns Hopkins University.

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Em seu acervo de mais de 300 mil livros estão exemplares de importantes áreas de conhecimento, como arte, arqueologia, história britânica e americana, clássicos gregos e latinos, história da ciência, geografia, além de livros sobre exploração e viagens, com destaque para uma grande coleção de mapas.

A biblioteca é aberta ao público, porém as consultas só podem ser feitas dentro dos salões. O que não é um problema, já que o lugar é inspirador!

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4 – The British Library, em Londres (Inglaterra)

A maior biblioteca do mundo não poderia ficar de fora dessa lista. Com mais de 170 milhões de livros, além de mapas, jornais, partituras, patentes, manuscritos e selos, o prédio possui espaço dedicado à leitura com capacidade para 1.200 leitores. São 625 km de prateleiras que crescem 12 km a cada ano.

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Se os números impressionam, o conteúdo do acervo também não passa despercebido. O prédio guarda raridades, como manuscritos de Shakespeare e Jane Austen, desenhos de Leonardo da Vinci, partituras de Mozart e Beethoven, letras de sucessos dos Beatles escritas à mão por Lennon e McCartney, manuscritos de Freud, cartas de Darwin, gravação do discurso experimental de Nelson Mandela, e por aí vai.

Esses e outros documentos que marcaram a história do ocidente ficam expostos na sala “Treasures of the British Library“, que tem um anexo onde a Magna Carta está em destaque.

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No centro da biblioteca, uma torre de vidro protege 65 mil volumes impressos, além de panfletos, manuscritos e mapas, recolhidos pelo Rei George III.

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Por se tratarem de documentos e livros raros, apenas moradores do Reino Unido têm acesso a uma parte do acervo físico. Por outro lado, a cada ano são realizadas 6 milhões de buscas no catálogo online da biblioteca e mais de 100 milhões de itens são fornecidos aos interessados em todo o mundo.

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5 – New York Public Library, em Nova York (EUA)

Terceira maior do mundo, a biblioteca pública de Nova York possui um acervo com mais de 53 milhões de exemplares guardados em um importante prédio em Manhattan. Inaugurada em 1911, a construção chama atenção pela beleza e imponência – duas estátuas de leões fazem a guardam da escadaria da entrada principal.

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Graças aos seu belo interior, a biblioteca foi plano de fundo de muitas cenas de filmes e seriados (quem não se lembra do desejo de Carrie e Mr. Big de se casarem ali?). O teto possui um afresco feito em madeira e com detalhes em ouro realmente digno de cinema.

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A sala de leitura “Rose Main Reading Room” impressiona pela quantidade de livros, pelos lustres e, principalmente, pelo tamanho. São quase 24 metros de largura, 90 de comprimento e 16 metros de altura.

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Além de disponibilizar a maior parte de sua coleção na internet, a Biblioteca Pública de Nova York também oferece cursos gratuitos de inglês, alfabetização digital e outros. Não basta ser bonito, tem que ser útil também, não é mesmo?

Via.

Daniela Fagundes é Jornalista que sonha em ser escritora e escritora que brinca de assessora. Encantada por gente, ideias, viagens e conversas de botequim. Mineira de coração, já morou na Espanha e em Portugal, e dedica seus dias a conhecer novos lugares. Viciada em frio na barriga, arte, passagens baratas, Candy Crush e palavras.

Daniela Fagundes – já escreveu posts no Follow the Colours.


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