Sabemos que cada geração tem um comportamento diferente da que antecede ou posterga a sua, mas nem todos sabemos como essa diversidade impacta na forma de consumir – e de viver. Sob este aspecto, a WGSN, autoridade global em previsões de tendências, traz os principais destaques dessas gerações quando o assunto é moradia. Mas o influencia dentro das casas de cada geração? Muita coisa!

Confira abaixo, as novidades que impulsionam essas pessoas:

GERAÇÃO X – 1965 – 1978 (41 – 54 anos)

Para essa geração, a casa se transformou em um local para expressar sua individualidade e gosto, desde o status das cozinhas até o quarto das crianças.

  • Novas start-ups e marcas estão democratizando o design de interiores, tornando-o mais acessível e acessível para todos;
  • O bem-estar é importante para a Geração X e isso está intimamente ligado ao ambiente doméstico. Neste sentido, as pessoas dessa geração estão se mudando para locais menos urbanos, muitas vezes em busca de um estilo de vida mais focado no bem-estar;
  • Casas multi-geracionais estão crescendo, especialmente na Ásia, e trazendo soluções inovadoras em design e arquitetura;

 

A Geração X gasta três vezes mais do que os seus pais o fizeram em casa com decoração. (Imagem: Openhouse Magazine/Dezeen)

De tatuagens às drogas recreativas, a crise de meia-idade estereotipada não funciona para a Geração X – eles já fizeram de tudo e, ao contrário dos boomers ricos, muitos não tem o dinheiro para gastar em um carro esportivo. A resposta é, pelo menos em parte, focalizar no ambiente doméstico. (Imagem: The Modern House)

“Essa geração acaba sendo o centro de muitas famílias, com filhos pequenos (geração alpha) e os pais (boomers) – também são conhecidos como a geração ‘sanduíche’, diz Luísa Loyola, expert do WGSN”. – Ambientes convidativos, como salas de estar abertas para a varanda, sala de brinquedos e/ou cozinha, são mais do que necessárias. Para quem ainda tem em mente aquela casa de pais, com ambientes bem delimitados – sala de jantar é aqui, cozinha é ali -, pode esquecer. É tudo junto e misturado! É uma verdadeira cena de conexão entre todas as gerações”. (Imagem: The Modern House)

GERAÇÃO Y – 1979 – 1993 (26 – 40 anos)

Os chamados também “Millennials” estão abraçando uma nova geração disruptiva de living, que atendem ao seu estilo de vida.

  • Marcas projetam soluções que atendem especificamente para essa geração que vive em espaços menores;
  • Como os Millennials passam mais tempo em casa, eles precisam de espaços adaptáveis para trabalhar, cozinhar, relaxar e se divertir;
  • Pets são uma consideração importante para esse consumidor, além das plantas, já que essas pessoas, em sua maioria, não pretendem ter filhos tão cedo. Os Millenials transferiram esse “cuidado com o outro” para seus bichanos e para a casa. Os acessórios dos animais e das plantas passam a ser itens decorativos – por isso a necessidade de focar no design deles, para compor uma decoração minimalista e elegante.

 

Os Millenials preferem experiências do que comprar coisas e são exigentes com o trabalho. São conscientes, sustentáveis, valorizam o seu tempo e novas vivências. (Imagem: Bright Bazar)

Móveis modulares e que tem mais de uma funcionalidade podem ser uma boa opção para casa de um Millenial. Se forem ainda fáceis de transportar (para possíveis futuras mudanças), criados por um pequeno produtor e sustentáveis, melhor ainda! (Imagem: LIV for Interiors)

Apesar de serem tecnológicos, o resgate ao passado é algo forte nesta geração. Uma Polaroid na estante, vinis dispostos, um móvel que era de um membro da família e outros objetos vintage podem ser aproveitados na casa. (Imagem: A Cat Thing)

GERAÇÃO Z – 1994 – 2009 (10 – 25 anos)

Essa geração anseia:

  • Espaços menores, mais conectados e com áreas verdes;
  • Otimização de recursos: proximidade ao trabalho ou faculdade;
  • Lares que funcionem com um sistema unificado serão prioridades. Neste sentido, casas que oferecem soluções inteligentes – sistema de automação relacionado a iluminação, entretenimento, câmeras conectadas a um único dispositivo – estão em alta;

 

Esses jovens nascidos entre 1994 e 2009 possuem referências visuais bem mais apuradas e, portanto, prezam pela estética (em tudo!). Não à toa, existem projetos arquitetônicos e de interiores pensados para serem, além de tudo, instagramáveis. (Imagem: Karel Balas/apê em Paris by UdA Architetti)

Assim como os Millenials, eles também prezam pela otimização do tempo, que consideram uma prioridade. Por isso, optam por espaços próximos do trabalho ou da faculdade para não depender tanto do carro ou do transporte público. A casa pode ser pequena, mas precisa ser totalmente conectada – como este apê de 33 m², em que tudo é encaixável (Imagem: Subliminal – Miguel de Guzmán + Rocío Romero/Divulgação)

Tudo precisa ser compartilhável nas redes sociais, e por isso, tudo deve ser visualmente atraente de alguma forma. (Imagem: La gatta sul tetto milano)

GERAÇÃO ALPHA – 2010 – 2018 (1 – 9 anos)

Essa é a 1ª geração digital que está se tornando mais influente dentro de casa:

  • Globalmente influenciam 65% na decisão dos seus pais; Nos EUA isso sobe para 81%;
  • A casa da família, uma vez considerada o ambiente físico estável que permanece constante quando uma criança cresce, não existirá para esta geração. Inteligência artificial, impressoras 3D e realidade aumentada tornaram-se mais sofisticadas e essas tecnologias fornecerão soluções domésticas que serão adotadas pela Geração Alfa;
  • “Robôs sociais” representam a próxima fase da IA (Inteligência Artificial) em casa. No caso, esses robôs podem fornecer soluções para problemas que são exclusivos da Gen Alpha;
  • A casa é focada no bem-estar: a vizinhança é conectada à natureza;
  • Ao usar realidade aumentada, essa geração pode desenvolver uma arquitetura digital e em qualquer superfície, ao adicionar pets, plantas, alienígenas, zumbis ou qualquer outra coisa. AR pode ser usado para criar uma conexão mais emocional para casa da Gen Alpha, mesmo que a casa não seja permanente;

 

“Esse ‘novo lar’ é mais mutável, aberto e integrado. Sempre pensamos na ‘casa do futuro’, e ela chegou com a geração alpha”, comenta Luísa Loyola do WGSN. “O que é estranho para nós nos acostumarmos, como realidade virtual, para eles é comum. E com esse poder de influência na compra dos pais, essas crianças são e serão responsáveis pela introdução de novas tecnologias para a casa, porque as consideram como amigas.” (Imagem: Jenny Brandt)

A geração alpha nasceu com a ideia de bem-estar, do que pode ou não comer, o que é saudável, sustentável, etc. Por isso, é importante pensar em espaços para elas brincarem e praticarem a liberdade, se desenvolverem cognitivamente e terem consciência de si e do espaço no qual estão inseridas. Se possível, optar por casas em vizinhanças conectadas com a natureza ou até mesmo em apartamentos, aproveitar a onda do urban jungle, e estimular o vínculo da criança com a terra. (Imagem: Hannas Room)

O lar precisa ser pensado para a criança transitar a todo o momento. Não existe mais essa história de lugares intocáveis: a cozinha é coletiva, o famoso quartinho cheio de tranqueiras se torna mais um ambiente para a criança brincar, explorar e conviver, os filhos participam do cardápio da semana. As casas também serão mais minimalistas em termos de quantidade de coisas em um único espaço. (Imagem: Momo Design/Frida Ramstedt, Trendenser.se)

Reports: Geração Alfa o futuro lar 2020, Future Living Trends/Gen X Home 2020 e Gen Z Future Home 2020

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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