Existem diversas fontes que nos trazem muita inspiração: viagens, músicas, livros, filmes. O cinema é uma grande referência também justamente por inspirar pessoas de todos os gostos. Ultimamente, além dos filmes, temos as séries e os documentários, que também tem lugar garantido depois da explosão dos vídeos no YouTube, palestras do TED e das produções que constam no catálogo da Netflix.

Aqui no FTC, a gente sempre traz listas legais sobre o assunto. Já falamos sobre 10 séries dignas de maratona, 5 filmes para quem é apaixonado por fotografia e até 5 documentários sobre senhoras que mostram que idade é estado de espírito.

Hoje tem 5 dicas de documentários que podem te ajudar a mudar a sua percepção do mundo. Esses títulos trazem discussões bem interessantes sobre estilo de vida minimalista, ódio ao corpo, felicidade, intuição, empatia e até o que nos torna humanos. Expanda sua mente:

1 – Minimalism: Um documentário sobre as coisas importantes 

Acúmulo de coisas, capitalismo, excesso de propaganda, consumismo compulsório, dar valor ao que realmente importa, sucesso, dinheiro, propósitos de vida. Uma outra perspectiva sobre as coisas materiais.

Minimalism – A Documentary About the Important Things – fala sobre o novo estilo de vida adotado por dois amigos que trabalhavam juntos (70-80 horas por semana) e que preenchiam seu dia a dia com muitas coisas materiais – literalmente ‘living the American Dream’.

Um belo dia, Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus perceberam que haviam perdido sua essência. Além disso, faziam dívidas, sentiam muita ansiedade, medo, estresse e solidão. Foi aí que começou a jornada de ambos em ter menos e ser mais. Nada mais valia a pena se eles não tivessem saúde, tempo e liberdade para viver da maneira que acreditavam.

No documentário, eles contam toda o caminho até chegar em um estilo minimalista e questionam o que é felicidade, sucesso, status. Viajam pelo Estados Unidos e entrevistam pessoas de diferentes áreas – famílias, empresários, arquitetos, artistas, jornalistas, cientistas e até mesmo um ex-corretor de Wall Street, e mostram o que é necessário para começar a dar valor ao que realmente importa.

Sim, é possível viver uma vida significativa com menos. E minimalismo não é simplesmente se abster de tudo ou doar tudo o que se tem. Para uns, claro, isso pode fazer sentido, mas para outras pessoas há de ser algo natural, como voltar a ter o controle da vida.

“O consumismo não é o problema – o consumo compulsivo é o problema. Todos precisamos de algumas coisas materiais, mas os minimalistas valorizam na verdade mais as suas posses porque apenas têm coisas que dão valor às suas vidas” – Joshua Millburn.

Como sua vida poderia ser melhor com menos? Assista Minimalism no Netflix ou no próprio site do projeto.

2 – Embrace – Por que 91% das mulheres odeiam tanto seu corpo?

Imagem corporal, ódio ao corpo, dietas, aceitação, anorexia (você sabia que muitas meninas comem algodão molhado em gatorade só para “preencher o estômago e não sentirem fome?), padrões impostos pela sociedade, gravidez, plástica, preconceitos e muitos outros assuntos femininos que valem a reflexão.

O documentário Embrace conta a história da australiana Taryn Brumfitt que desde criança sentiu pressão para ter um corpo perfeito. Após o nascimento de seus três filhos, ela acabou odiando sua imagem quando se olhava no espelho. Decidiu então que iria tentar emagrecer e treinou muito, até se tornar fisiculturista. Ao subir no palco em uma super competição, Taryn viu que mesmo assim não era feliz. Ao pensar em sua filha menor, decidiu que não queria mais viver infeliz em busca de um padrão inexistente. Para ela isso seria um massacre e uma utopia.

Foi aí que ela Taryn postou no Facebook uma foto do antes e depois de seu corpo. A imagem viralizou, foi compartilhada pelo mundo todo e virou manchete em revistas e jornais. Após o viral, ela decidiu criar o projeto Body Image Movement e fazer o documentário sobre o assunto. Após dar uma volta ao mundo, Embrace nos traz vários depoimentos de mulheres que falam obre a aceitação do próprio corpo, doenças, tristezas, suas curvas, formas e cores, sem preconceito, medo ou indiferença.

“O corpo não é apenas um ornamento, um objeto padronizado. É saúde, é um veículo para a gente realizar as coisas que a gente mais gosta na vida, nossos sonhos, é a nossa casa”. 

Magras, gordas, altas, baixas. Se você é mulher, é impossível não se reconhecer entre os tantos depoimentos. Assista no Netflix.

3 – Human – O que nos torna humanos? 

Quem somos? Por que amamos? Por que brigamos? Por que rimos? Choramos? Da onde vem nossa curiosidade? O que nos torna humanos?

HUMAN é uma coleção de histórias e de fotografias maravilhosas de pessoas de todo o mundo, uma verdadeira imersão nas diferenças e essências dos seres humanos. O documentário, criado pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, traz questionamentos sobre o amor, a felicidade, a agricultura, a homossexualidade, a migração, o ódio, a violência, após Yann entrevistar por 3 anos mais de 2 mil pessoas em 65 países.

Essas pessoas dividem suas experiências, seus cotidianos e relatos inacreditáveis, de maneira sincera, fazendo-nos refletir sobre o que realmente importa e as diferentes facetas da vida na Terra. A direção de arte do filme também é fantástica: há imagens aéreas nunca antes vistas, retratos reais, diversas idades, cores e etnias. Para o filme, foram escolhidas 110 entrevistas e entre os entrevistados, há também personalidades conhecidas como Bill Gates, Cameron Diaz e o ex-presidente uruguaio José Mujica.

O resultado é um ode à beleza do mundo, pura inspiração para a nossa própria introspecção. Human traz um maior significado para a nossa existência e em muitos momentos é necessário até segurar as lágrimas.

“Eu sou um homem entre sete bilhões de outros. Nos últimos 40 anos, fotografei nosso planeta e sua diversidade humana e tenho a sensação de que a humanidade não está fazendo nenhum progresso. Nós nem sempre conseguimos viver juntos. Por que? Eu não procurei uma resposta em estatísticas ou análise, mas sim, nos próprios homens. “

Existem várias versões de Human: a mais longa para o cinema dura 3 horas e 8 minutos. Em português, o documentário foi disponibilizado integralmente (dividido em diversos capítulos) no YouTube.

4 – Innsaei – O poder da intuição 

Quando é que foi que a gente se desconectou tanto da mente e do corpo?

“Innsæi”: a antiga palavra islandesa tem múltiplos significados. Pode significar “o mar interior”, que é a nossa própria essência e natureza; pode significar para ver dentro”, algo como conhecer a si mesmo, e conhecer-se bem o suficiente para ser capaz de se colocar no lugar de outras pessoas; ou “ver de dentro para fora”, ter uma forte bússola interior para navegar em um caminho.

O documentário de Hrund Gunnsteinsdottir e Kristín Ólafsdóttir fala exatamente sobre isso. Os diretores viajam o mundo em busca da arte de se conectar hoje – no meio de tanta distração, desconexão e estresse e reúne pensadores, espiritualistas e cientistas que acreditam que podemos fazer isso por meio da empatia e da intuição.

O filme também traz grandes nomes como Marti Spiegelman, um especialista em neurociência e consciência indígena que acredita que estamos usando apenas uma fração de nossa capacidade como seres humanos; a artista Marina Abramovic, que ensina que “para criar algo novo, os seres humanos precisam ir para o desconhecido”; e líderes espirituais como o fascinante Malidoma Patrice Somé, um ancião da África Ocidental que diz que é a intuição e a natureza que nos une.

PS- Você sabia que os polinésios, por exemplo, foram capazes de mapear o oceano antigamente sem nenhuma ferramenta. Como? Ouvindo o mar com atenção e com sua intuição. Nós não conseguimos mais fazer isso.

Por outro lado, é legal demais saber que existe uma escola em Londres que estimula os alunos desde criança a conhecerem as funções do cérebro, a meditarem, e a entrarem em contato com o seu interior e com o poder de sua intuição.

Assista Innsaei no Netflix.

5 – Happy – Você é feliz? 

A primeira resposta quando alguém pergunta “O que você quer da vida?” é automaticamente “Ser feliz!” – OK. Mas o que faz você feliz? Dinheiro? Ter filhos ou uma família? Seu trabalho? Você vive em um mundo que valoriza e promove a felicidade e o bem-estar? Está em busca da sua felicidade genuína?

Foi pensando em todas essas questões que Roko Belic produziu Happy, documentário que mostra o que é felicidade em diferentes tipos de culturas ao redor do globo: Dinamarca, Naníbia, Escócia, China, Quênia, Japão, Butão, Índia, Estados Unidos e até Brasil – além de mostrar uma conversa bacana sobre o assunto com estudiosos, neurocientistas e pesquisadores sobre as causas da felicidade genuína.

Roko também entrevista uma família que mora em um barracão de lona em uma favela de Calcutá na Índia. O grau de felicidade dos indianos? O mesmo que de um americano comum. Outra mulher na Dinamarca (um dos países mais ricos do mundo), que vive em uma comunidade sustentável com mais 20 famílias, onde todos se ajudam. A Dinamarca? É considerada o país mais feliz do mundo – e dividir o que se tem faz parte dessa cultura.

Legal mesmo é descobrir que cerca de 50% do nosso nível de felicidade é determinado pela nossa genética. E que as circunstâncias das nossas vidas, como por exemplo, emprego, dinheiro, status social e saúde, são responsáveis por apenas 10% deste nível. Ainda restam 40%, ocupados pelo nosso comportamento intencional e as nossas escolhas.

E como conseguir ser esses 40% mais feliz? Como manter a felicidade? Ser feliz significa o mesmo pra todo mundo? O documentário pretende responder várias perguntas e explorar os segredos por trás dessa emoção, a mais valorizada pelo mundo.

Assista Happy no Netflix.

E aí, se animou para assistir algum? Tem alguma sugestão? Conta pra gente!

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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