followthecolours-instagrafiteJá ouviram falar no Instagrafite? O projeto do diretor de arte Marcelo Pimentel em parceria com a pesquisadora de tendências Marina Bortoluzzi surgiu no Instagram por causa da paixão dos dois pela arte urbana. O objetivo era engajar as pessoas e fazê-las enxergar a cidade e a arte de rua de uma forma diferente, criando uma galeria aberta onde todos pudessem participar e contribuir com trabalhos de grafite de qualquer lugar do mundo.

A ideia cresceu e hoje é a maior galeria de arte de rua colaborativa do mundo, extrapolando os limites do digital para se transformar em um coletivo e curadoria de street art. Deu tão certo que acabou ganhando legitimidade por toda uma comunidade de artistas, grafiteiros e muralistas do mundo todo, passando do digital ao offline. Somos fãs desde o começo!

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Marcas como Puma, Levi’s, Ogio e Montana já fizeram parceria com o Instagrafite. Além disso, já realizaram diversas iniciativas de revitalização urbana e ações sociais com oficinas de grafite em comunidades carentes, além de palestras e cobertura de eventos como o Mural Festival em Montreal, o ArtRua no Rio de Janeiro e o ArtBasel em Miami. Demais, não?

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Conversamos com o pessoal do Instagrafite para saber um pouco mais sobre a ideia:

FTC: Como e por que o Instagrafite surgiu?  

O Instagrafite começou despretensiosamente em Outubro de 2011. Nós gostávamos muito de arte de rua e vimos no Instagram uma oportunidade de compartilhar essa paixão pelo street art. A ideia era criar uma galeria aberta onde todos pudessem participar e colaborar com trabalhos de arte de rua de qualquer lugar do mundo e criar assim um acervo digital dessas obras. Hoje o Instagrafite se transformou na maior galeria digital colaborativa do mundo, com mais de 700mil seguidores.

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FTC: De onde veio a inspiração? 

Sempre gostamos muito da arte de rua, e nos preocupávamos com o fato delas estarem ao ar livre, expostas à poluição, tempo e também à rotatividade natural. Começamos tirando fotos para acervo pessoal e, quando surgiu o instagr.am, pensamos que seria uma ótima forma de guardar essas imagens e ainda compartilhar com quem gostasse.

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FTC: Como as cores influenciam no projeto e no seu dia-a-dia?

No Instagrafite, os grafites com mais cor tem uma aceitação melhor das pessoas, talvez por que todas estejam precisando de mais cor em suas vidas e ver mais cor nas cidades.

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FTC: Hoje vocês acham que as pessoas estão mais conscientes da importância da arte nas ruas? Houve uma mudança? 

Sim, a aceitação das pessoas é maior e já começam a respeitar mais a arte de rua. Mas, por parte das autoridades e do governo ainda tem uma resistência. As coisas começam a mudar, como a iniciativa do ArtRua que tem incentivo do governo, mas em São Paulo, ainda não existe esse movimento de aceitação das autoridades locais.

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FTC: Se você pudesse definir a palavra arte, como descreveria? 

Arte é expressão, é comunicação, é revitalização. E o mais bacana é que a arte de rua é uma expressão tanto da opinião própria do artista como reflete a opinião de um coletivo.

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FTC: Qual próximos passos com o projeto? Onde querem chegar? 

Queremos transcender o universo digital. O instagrafite hoje está se transformando em uma empresa que faz projetos de curadoria de arte, revitalização urbana e se conecta com pessoas, artistas e marcas que queiram fazer projetos bacanas através da arte de rua.

Vai lá: No Facebook, no Instagram e no site.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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