Divertido, inteligente, criativo, colorido, simples e recheado de profundidade: essas são apenas algumas das maravilhosas e cativantes características do delicioso “Um Cartão”.

Pedro, idealizador e fundador do projeto, largou a carreira de advogado e os estudos para concursos públicos, e resolveu se dedicar a uma paixão que esteve presente e pulsante durante toda sua vida: a escrita. Seguindo seu coração, atualmente ele expressa seus sentimentos e pensamentos através de frases curtas, claras, sublimes e poéticas.

Por falta de tempo para concluir textos grandes, Pedro decidiu resumi-los no formato de pequenos cartões e compartilhá-los no Instagram, inicialmente como uma forma prática para as pessoas lerem e se identificarem com as mensagens inspiracionais, formando uma coletânea original e contemporânea de sentimentos sinceros, humanos e universais.

O amor é a base que fundamenta toda a sua criação.

Hoje ele tem um livro publicado através de um convite da Editora Rocco, intitulado “Um Cartão – Sentimentos Cotidianos”, possibilitando a interação e compartilhamento dos leitores, sendo que cada cartão é pronto para ser destacado e dado para alguém, fazendo circular o amor, a amizade e o carinho entre as pessoas. Mais uma sacada incrível!

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As cores dos cartões são o pano de fundo para uma caligrafia adorável, que transforma palavras em mensagens bordadas por sensibilidade e amor, sustentadas pela escolha de um ponto de vista sempre otimista perante a vida.

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Cada cartão possui uma legenda incrível criada por Pedro, que complementa as mensagens de um jeito único e especial!

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Pedro teve a gentileza de conceder uma entrevista linda e inspiradora para o FTC. Suas palavras falam tudo. Confira:

FTC: Você diz no vídeo do site (que conta um pouco da sua história) que as ideias, formas e conceitos do projeto Um Cartão surgiram de uma vez, desde o primeiro dia. Antes de começar esta jornada, você já possuía um desejo latente de se expressar através da escrita, com o objetivo de alcançar o coração das pessoas?

Pedro: Depois que me formei e comecei a estudar pra concurso, deixei os textos de lado porque o tempo tinha ficado muito curto, mas escrever me faz bem, sempre me fez e as palavras sempre fizeram parte da minha vida e foram as responsáveis por me moldar. Sempre fui um cara que se permite muito às emoções da vida e as palavras sempre foram as minhas grandes companheiras. Então, nada mais justo do que reviver isso.

Assim surgiram os cartões. De um desejo incontrolável por dividir o que eu sentia com as pessoas, já que interpretar e ser o responsável pela construção de um texto inteiro não era mais possível. Isso aconteceu a partir de maio de 2014 e tenho certeza que vai ser a grande tônica da minha vida. De 2014 para sempre.

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FTC: Poderia falar um pouco sobre você, seus sonhos e desejos?

Pedro: Eu sou um cara simples, de gostos simples. O meu maior desejo é fazer com que todo mundo perceba que todas as respostas estão dentro dos nossos corações, é só uma questão da gente se adaptar e começar a ver a vida do jeito que ela deve ser vista: como uma grande e incrível oportunidade de praticar o bem e transformar tudo através da força do amor.

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FTC: Quais foram os maiores obstáculos durante a transição de advogado para artista?

Pedro: Todas as mudanças são difíceis e exigem uma boa dose de responsabilidade. Encontrar as soluções que vão se encaixar direitinho é a parte mais bonita de viver. E foi isso que eu fiz. Encontrei um jeito de ser ainda mais feliz fazendo aquilo que o meu coração pede.

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FTC: Quando decidiu tomar seu novo caminho, você se deparou com pessoas que não acreditavam no projeto ou na sua nova forma de viver?

Pedro: Sempre vão existir pessoas que não acreditam. E não só em mim. Existem pessoas que não acreditam nem nelas próprias. O mais importante é estar onde você sorri de graça, onde você é leve por dentro e onde você é capaz de mudar as coisas mais complexas de um jeito simples, porque é assim que a gente vence a desconfiança.

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FTC: Há quanto tempo, exatamente, está trabalhando com os cartões?

Pedro: Eu não trabalho com os cartões. Eu vivo os cartões. Isso faz toda a diferença. Não é trabalho, não é penoso. Eu não me importo com as noites viradas, com as idas infinitas aos Correios e com as toneladas de e-mails e mensagens que eu preciso responder. Fazer o que se ama é o jeito mais fácil de não precisar trabalhar nunca. Não existe uma divisão do que é cartão e o que sou eu. Eu sou os cartões. Todos eles.

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FTC: Qual o verdadeiro sentido do projeto, para você?

Pedro: Os cartões existem para mostrar pra todo mundo que a vida é simples e é fácil ser feliz. É a gente que complica tudo, que coloca mil impedimentos antes de conseguir sorrir e isso tá errado e precisa mudar. Todas as vezes que eu leio um comentário, uma mensagem, um e-mail ou apenas a interação entre as pessoas por causa dos cartões, o projeto faz sentido. A gente precisa recuperar os hábitos que estão esquecidos. A gente precisa voltar a dizer que ama. A gente precisa lembrar que é com gentileza que a gente move o mundo e não com força.

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FTC: Quais materiais são utilizados na criação e confecção dos cartões? As fotografias são tiradas por você também?

Pedro: É tudo feito à mão. Tudo! Não tem nada digital ou manipulado. Na maioria das vezes eu uso caneta e papel colorido e tiro uma foto disso. Nas outras vezes em que eu sou mais atrevido, eu escrevo em paredes, em móveis, em computadores e onde mais eu puder colocar alguma mensagem de amor.

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FTC: Qual a influência das cores nos seus trabalhos?

Pedro: São elas as grandes responsáveis por dar vida ao que eu quero passar. Imagina se todos os cartões fossem brancos com a tinta preta ou com uma única cor. A vida é colorida pra caramba, tem um montão de coisas bonitas ao nosso redor e a gente precisa ver isso. Ver mesmo, olhar, com calma, sem pressa de nada. A gente precisa fazer o mundo menos cinza e muito mais colorido.

FTC: Além do livro publicado recentemente, dos cadernos e canecas, está desenvolvendo algum projeto específico, atualmente?

Pedro: Todos os produtos são pensados com todo o amor. Eu desenho mil vezes antes de transformar alguma coisa em produto. Eu penso, repenso, faço e refaço um monte de coisa antes de aprovar. Eu prezo os detalhes e me esforço bastante pra que todo mundo consiga sentir isso.

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FTC: O que é arte para você? Como definiria a sua arte?

Pedro: Arte é tudo aquilo que toca o seu coração. Não tem definição certa. Não existe limite ou um padrão. Arte é o que você quiser que seja arte. Os cartões são pedacinhos de mim e de tudo o que eu vejo. Eu não tenho a pretensão ou a vaidade de ser considerado artista, escritor, poeta ou qualquer outro rótulo. Eu só me preocupo em fazer o bem e ser feliz. Isso me basta.

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FTC: Um dos seus temas preferidos é o amor. O que significa AMOR para você?

Pedro: Amor é o que a gente quiser. Amor é saber que se pode chorar sem culpa, sem medo. Amor é sorrir quando você se lembra de uma piada que alguém te contou. Amor é respeitar as diferenças. Amor é ligar no meio da tarde. Amor é surpreender. Quem ama, motiva, escuta, se entrega um pouquinho pro outro, pelo outro. Amar é fácil demais. É só uma questão de se permitir. É virar a noite junto, é rir das olheiras no dia seguinte. Amor é dançar sem saber. Amor é não ter vergonha de passar vergonha. Amar é não se preocupar com a distância, com os dias ou com as horas. O amor não tem dia nem hora. Amor é todo dia. O amor é ilimitado, infinito e insuperável.

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FTC: Como você lida com a interação do público? As experiências são sempre positivas?

Pedro: Os cartões me mudam todos os dias. Não por eles simplesmente, mas por tudo o que eles hoje representam. Eu aprendo muito com as pessoas, eu gosto de ouvir as pessoas, de entender as histórias e isso me muda. Quando eu ouço alguma coisa de alguém eu sou menos Pedro pra ser mais da pessoa e isso é o que me permite me adaptar, me conhecer, saber onde eu preciso mudar, o que eu preciso fazer pra me encaixar melhor. Hoje sou um filho melhor, um irmão melhor, um amigo melhor. Eu passei a me colocar mais no lugar do outro, a ver a vida pelos olhos dos outros também. Entender que o mundo é muito mais do que você o que você acha que ele é, é o que te faz parte de um grande todo. E hoje eu sou parte do mundo. Graças aos cartões, graças às pessoas, graças a tudo de bonito que está ao meu redor e eu consegui perceber.

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FTC: Há algum momento em que você não está inspirado e mesmo assim, precisa escrever? Se sim, como faz?

Pedro: Escrever é um exercício. Existe a rotina de escrever e existe o escrever inesperado. Eu sento para escrever todos os dias. Nem que sejam apenas alguns minutos, mas eu gosto disso, é a academia do coração.

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FTC: 5 coisas com as quais não consegue viver sem.

Pedro: Eu nunca fui bom com listas. Muita coisa me faz existir. Bem mais do que apenas cinco e eu seria extremamente injusto se deixasse pra trás alguma coisa que eu porventura esquecesse. Sei de uma que engloba todas as outras. Sem amor não dá pra fazer nada, nem pra acordar. Então, como um bom fugitivo da matemática, eu cancelo as outras quatro e escolho só o amor.

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FTC: Um filme, uma música e um livro que possam lhe representar.

Pedro: “Um cartão – Sentimentos cotidianos”. É um raio X do meu coração e tudo o que eu sou, como sou e porque sou, tá ali.

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FTC: Uma frase da sua vida.

Pedro: O amor é o que me faz existir.

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Para acompanhar as criações de Pedro, siga Um Cartão no Instagramcurta a página no Facebook ou conheça mais detalhes através do Tumblr

Acessando o site, você fica por dentro de todas as novidades e ainda pode adquirir o livro, comprar ou dar de presente cadernos, quadros e canecas!

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Viciada em açúcar, Marina Gallegani é movida pelas forças da natureza e tem fome de liberdade. Jornalista, escritora e fotógrafa amadora, se entrega às cores da vida e sonha com viagens ao redor do mundo. Em constante reconstrução, acredita ser eterna e tem a certeza de que o sorvete é uma das fórmulas da felicidade.

Marina Gallegani – já escreveu posts no Follow the Colours.


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