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Em 1692, há 271 anos, muito antes da Pantone catalogar todas as cores, um artista chamado “A. Boogert” descreveu cada tom imaginado e criou um livro de 800 páginas sobre pinturas e aquarelas.

Boogert não só começou o falando sobre o uso das cores na pintura, mas explicou como a misturar as nuances, adicionando 1, 2 ou 3 partes de água, além de utilizar uma escala igual aos tempos modernos. A premissa parece simples, mas o resultado do manuscrito é quase incompreensível por conta de seus inúmeros detalhes em holandês.

Traité des Couleurs servo à la Peinture à l’ eau é provavelmente, o mais completo guia de cores daquele tempo. De acordo com o historiador medieval Erik Kwakkel, que o achou na Biblioteca Méjanes em Aix-en-Provence na França e traduziu parte da introdução, o “livro da cor” foi concebido como um guia educacional. A ironia é que havia apenas uma única cópia, que provavelmente foi vista por pouquíssimas pessoas.

Foi apenas em 1905 que o professor Albert Munsell, quantificou e criou um modelo de escala de cores parecido com o que temos hoje, chamado de  “A Color Notation”. A paleta foi a precursora da Pantone. Em 1963, a Pantone se baseou nisso pra fazer o seu Pantone Color Guide, um dos guias mais utilizados no mundo por diversos profissionais. Até hoje, alguns softwares trazem a “Escala Munsell” na lista de biblioteca de cores como opção do usuário.

O interessante é notar que o estudo antigo sobre o assunto CORES, continua super atual ao mesmo tempo. Se você se interessou pelo tema, saiba que pode ver o livro holandês inteiro digitalizado e em alta resolução aqui.

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Recentemente, um outro objeto do século 18 foi achado na Biblioteca de Genebra na Suíça.

O instrumento criado para medir a intensidade e tom de azul no céu, chamado de Cyanometer, foi criado em 1789 pelo físico suíço Horace-Bénédict de Saussure e pelo naturalista alemão Alexander von Humboldt, que usaram o círculo dividido em 53 nuances para fazer experimentos e catalogar as cores do céu de Genebra, Chamonix e Mont Blanc.

O Cyanometer ajudou a levar a uma conclusão super importante: o azul do céu tem sua medida de transparência causada pela quantidade de vapor de água na atmosfera. Demais, não?

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Via/ Via.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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