A ação tem como objetivo resgatar a história do cinema de rua em SP e refletir a respeito da nossa relação com o espaço público

Lucy Borges é jornalista e produtora de conteúdo. Em seu Instagram, dá dicas de séries, livros e filmes relacionados ao universo feminino. Ela é uma das fundadoras do perfil Lamparina, um projeto que existiu com o intuito de fazer uma curadoria com dicas de cultura e lifestyle.

Atualmente, Lucy mora em Barcelona, de onde se dedica a novos projetos e segue com as suas indicações no Instagram. Antes de se mudar, iniciou na rede social um projeto para resgatar a memória dos cinemas de rua em São Paulo. Junto com o fotógrafo Simon Plestenjak, visitou diversos cinemas da capital paulista para mostrar ao público os bastidores dessas casas.

CINEMAS DE RUA, UMA EXPERIÊNCIA 

Cinemas de rua são mais intimistas, geralmente possuem um menor número de salas e poltronas diferentes dos assentos dos cinemas de shopping. Em São Paulo e em outras cidades do Brasil alguns desses cinemas ainda resistem e fazem parte da história e cultura local. Em seu projeto, Lucy destaca fatores importantes em seu incentivo para frequentarmos os cinemas de rua.

Justamente por remeterem à história e a um hábito de antigamente, assistir a um filme em uma sala de rua nos dá a sensação de desacelerar no tempo. Caminhar até o cinema, apreciar a rua, ocupar os espaços públicos. Tudo isso faz parte da experiência. Um fato curioso é que muitos desses lugares contam com bares ou livrarias em que você pode apreciar uma bebida ou um bom livro antes e depois das sessões.

Inspirada no projeto criado por Lucy, reuni aqui alguns dos cinemas de São Paulo que abriram suas portas para a jornalista e mostraram um pouco mais dos bastidores da sétima arte. Recomendamos assistir à série completa nos stories da jornalista, pelo perfil @lucyborges.

CINESALA


O Cine Fiammetta foi fundado em 1962 e ficou com este nome por mais de 30 anos. Em 1989 virou Sala Cinemateca e em 2014 transformou-se na atual Cinesala. Localizado na Rua Fradique Coutinho, no bairro de Pinheiros, o cinema possui mais de 200 lugares.


Sua bomboniere lhe rendeu um prêmio da Folha de São Paulo em 2016. O Barouche Pipoca, no saguão da Cinesala é um cantinho extremamente agradável, onde você pode ler um livro ou papear apreciando bons drinks antes da sua sessão. O nome é uma referência ao tradicional bar do Largo do Arouche.

Vai lá: site e instagram do Cinesala

CINESESC

Desde 1979 Na Rua Augusta, o CineSesc ganhou 8 de 11 eleições do Guia da Folha de S. Paulo como o cinema com a melhor sala especial de São Paulo. São 279 lugares e uma tela de 15m X 7m. Dentro da sala existe um bar, de onde é possível acompanhar os filmes e apreciar sua bebida favorita.

Imagem por Juca Lopes

Pelo Twitter o cinema tem criado uma série de conteúdo com a #CineSescIndica, citando clássicos da sétima arte e apresentando curiosidades a respeito dos títulos escolhidos. Vale a pena acompanhar.

Vai lá: site e instagram do CineSesc

INSTITUTO MOREIRA SALLES – SÃO PAULO

Com 145 lugares, o cinema do IMS está no terceiro andar do prédio construído em plena Avenida Paulista. A arquitetura do local foi pensada para aproveitar o máximo de luz natural, com amplas janelas, o que resulta em 75% menos de gastos.

Imagens: Andrade Morettin Arquitetos

O prédio tem ao todo nove andares, todos com pé-direito duplo, seguindo conceitos sustentáveis e projetado pelo arquiteto Marcelo Henneberg Morettin. Antes ou depois de cada sessão de filme é possível desfrutar de lanches e outras delícias no café Balaio.

Vai lá: site e instagram do ImoreiraSalles

PETRA BELAS ARTES 

Localizado em dos cruzamentos mais icônicos de São Paulo, entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, o Bela Artes faz parte da história da cidade. Fundado em 1943 com o nome de Cine Ritz, foi rebatizado em 1967.

O cinema foi um local de resistência durante o período da ditadura militar brasileira e exibiu filmes de Pasolini, Herzog, Ruy Guerra e Glauber Rocha. Suas seis salas são batizadas em homenagem a artistas brasileiros: Villa-Lobos, Candido Portinari, Oscar Niemeyer, Aleijadinho, Mário de Andrade e Carmen Miranda.

O local chegou a fechar em 2011 por falta de patrocínio, o que desencadeou uma campanha cultural em defesa do icônico estabelecimento. Em 2019, a cervejaria Petra assumiu o patrocínio do cinema. Atualmente o Belas Artes está com uma campanha de crowdfunding para conseguir manter o pagamento de seus funcionários durante a epidemia. Toda ajuda tem uma recompensa e os valores começam a partir de R$10,00.

Vai lá: site e instagram do PetraBelasArtes

E ai, deu vontade de conhecer algum desses lugares? Quando a quarentena acabar, que tal fazer uma visita a algum cinema de rua? Nós com certeza já queremos! Conta aqui nos comentários se a sua cidade também tem um cinema de rua legal.

Mariana é jornalista e comunicadora. Adora descobrir novos lugares, explorar a cidade a pé e andar sem pressa. Se interessa por viagem, cultura e tudo o que é novidade.

Mariana – já escreveu posts no Follow the Colours.


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