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No ano passado, a gente falou aqui, um pouco sobre tendências e o trabalho de pesquisa dos coolhunters. Cada vez mais, as informações previstas por especialistas traduzem futuros comportamentos para marcas e consumidores.

Uma das empresas que traz com clareza essas ideias no Brasil é a Box 1824. A agência lançou junto com os fundadores do projeto 89+ (Hans Ulrich e Simon Castet, alguns dos curadores de arte e tendência mais importantes no cenário atual), um estudo super interessante sobre o comportamento da juventude atual, o Youthmode – um estudo sobre liberdade.

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Será que a nossa geração está em crise? Se sim, acreditamos que crises são oportunidades e talvez esteja aí, a nossa grande chance de responder a essa questão.

Depois da descoberta dos Millennials (chamados também de Geração Y – para entender, vale a pena assistir a esse vídeo aqui) nos perguntamos: somos tão especiais? O fato é que ninguém realmente é. Mas, estamos sempre atrás de uma forma de viver que prioriza a identificação e a adaptabilidade.

Foi-se o tempo em que era possível ser especial – ou seja, sustentar diferenciais únicos para uma determinada audiência durante um determinado tempo. Hoje, assim como um vídeo pode viralizar em questões de minutos, qualquer coisa também pode. E você acha que só os jovens que se sentem assim?

Não importa se você é ________ , ________ , ou ________ , o desejo de escapar das limitações da vida cotidiana é universal. A juventude passa a não ser um processo. Envelhecer é. Em YOUTHMODE, você é infinito. A juventude é a habilidade de ser a pessoa que você quer ser, independente da idade.

Trata-se da liberdade de escolher como se relacionar; de experimentar coisas novas; de cometer erros. A juventude atual entende que toda liberdade tem limites e que ser adaptável é a única forma de ser livre.

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O YOUTHMODE então, é comprometido com o novo, experimental, crítico ao tempo, ajustável, insurgente e sensível ao coletivo (livre). É a libertação em não ser tão especial e o entendimento de que só a adaptabilidade leva ao pertencimento.

Era uma vez um tempo em que as pessoas nasciam em comunidades e lutavam por sua individualidade. Hoje, elas nascem como indivíduos e devem achar as suas comunidades.

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A pesquisa propõe uma nova visão e conclui que o conceito de juventude não significa idade, e sim liberdade. Ser jovem hoje em dia é participar do comportamento e da cultura Mass Indie, que fortalece a percepção de que cada indivíduo é especial. Mas, se todos são especiais, ninguém realmente é. E não ser exclusivo não é mal a ninguém. É uma maneira mais libertadora de viver.

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E como que essa pesquisa toda é feita? Da onde tiram essas conclusões? André Oliveira, Diretor de Tendências da Box 1824, nos explica:

“Cada pesquisa na Box segue um processo criativo diferente. Para Youthmode, passamos cerca de 4 meses analisando todos os conteúdos que já havíamos produzido sobre cultura jovem nos últimos anos, além de fazermos uma imersão profunda em diferentes artigos e livros sobre teoria geracional. À partir disso, passamos 2 meses trabalhando full time com o K-Hole no mapeamento e nos desdobramentos dos movimentos comportamentais que hoje estão no report.

Analisamos diversos insumos: filmes, revistas, marcas e outros elementos da cultura de massa; obras, artistas e pesquisas do universo da arte contemporânea; relatórios de pesquisas de campo e tendências sobre os temas do estudo: juventude, liberdade, consumo, etc. A combinação de tudo isso gera uma análise híbrida do que as pessoas nos dizem e de elementos da cultura que nos ajudam a antecipar as tendências.

No entanto, é importante ressaltar que o relatório é apenas o primeiro passo desse projeto. Youthmode ainda terá diversas fases de pesquisa e análise que serão apresentadas ao mercado e produtores de conteúdo nos próximos meses. Afinal, trend forecasting exige um mapeamento constante, principalmente quando se trata de um movimento tão novo.

A cultura jovem, há muitos anos, tem girado em torno da evasão à igualdade, do movimento alternativo à cena independente, culminando na apropriação que o mercado faz desse culto à diferença no contexto de Mass Indie. Claro que existem muitas pessoas, principalmente no Brasil, que ainda estão descobrindo o cenário Mass Indie, mas estamos prevendo um movimento de celebração da igualdade e pertencimento que ganhará força ao longo dos próximos cinco anos”.

Legal, não? Você já tinha parado para pensar nisso? Ficou interessado? Saiba mais aqui ou baixe o PDF do estudo YOUTHMODE em português.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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