Estremecer dogmas, tabus, preconceitos e julgamentos. Pela busca de não termos padrões (ou um só padrão) definidos, mas sim pela ruptura de cada um deles. #Monkifesto é uma campanha da marca suíça Monki, que tem como objetivo celebrar seu décimo aniversário e influenciar o empoderamento e a autenticidade feminina, ao basear-se em 10 declarações fundamentais que explicitam seu idealismo libertário. 

A marca suíça sustenta um posicionamento forte e arrojado. Colorida e divertida, inspira mulheres a se vestirem de maneira única, autêntica e criativa. Em 2016, com sua comemoração de dez anos de existência, a Monki deu um passo largo e deliciosamente precioso no propósito de impulsionar a liberdade das mulheres, estimulando-as a serem cada vez mais audaciosas, corajosas e destemidas em relação ao que pensam, falam ou desejam que seja escutado.

A campanha #Monkifesto tem seus valores direcionados ao empoderamento feminino por todo o mundo;

Enquanto parte da sociedade se torna cada vez mais impregnada pela negatividade, pelo medo e pela violência, essa campanha importantíssima traz 10 afirmações compostas por 10 mulheres brilhantes e inconformadas com a situação atual.

Ativistas, todas elas possuem trabalhos que transparecem suas atitudes extremamente inspiradoras.

A marca encoraja o público a acreditar em si mesmo e seguir seu próprio e único caminho. A ideia foi elaborada pela agência Snask de forma inteligente, e já está rolando por toda a Europa e Ásia, alcançando mais de 17 países.

O design, a tipografia, o modelo de faixas e a linguagem visual foram inspirados na obra ativista de Barbara Kruger. Assuntos como masturbação, gênero, ciclos menstruais e independência, considerados para alguns como um problema, são tratados como realmente são: normais.

Esses são os 10 posicionamentos da #Monkifesto (O nome em negrito dessas mulheres incríveis contêm um link que conta um pouquinho sobre elas):

1- Ciclos menstruais são legais. Ponto.

Kiran Gandhi, musicista e ativista que correu a maratona de Londres menstruada, sem nenhum tipo de absorvente: É hora de colocar um fim ao estigma da menstruação. Hora de parar de enxergar algo tão normal como se as mulheres tivessem que se sentir envergonhadas ou constrangidas. É apenas um ciclo, é bom e está tudo bem. É o que faz o mundo girar.

2- Dê prazer a si mesma;

Karley Sciortino é escritora, colunista da Vogue e criadora do blog Slutever: Seja dona do seu corpo. Seja dona do seu prazer. Masturbação é um assunto de igual para igual. Ter conhecimento sobre o que lhe faz sentir bem e que você tem o direito de sentir isso, sozinha ou com alguém, pode mudar muita coisa.

3- Seja a rainha do drama;

Coletivo feminino responsável pelo filme Sorta Kinda Maybe Yeah: Reivindique, recupere suas palavras! Existem pessoas que esperam da mulher um comportamento dito como adequado. “Nós dizemos: seja verdadeira.” Faça com que sua voz seja escutada. Faça barulho. Orgulhe-se. Chore se der vontade. Ria alto. Fique brava, irritada, compartilhe a sua história. Compartilhe suas opiniões. Compartilhe-se. Ocupe o seu espaço!

4- Compartilhar é cuidar;

Danielle Vanier, fashion blogger: Uma tela digital não é mágica e não vai proteger os sentimentos das pessoas. O que machuca no mundo offline também machuca no online. Palavras maldosas ditas na cara de alguém também são maldosas ditas pelas redes sociais. Todo mundo deve ser livre para compartilhar suas opiniões, histórias, ideias e sim, festas, roupas e selfies, acessando a verdadeira magia da internet sem o risco de ser atacado verbalmente por estranhos.

5- Saúde a irmandade;

Farah e Myna, do Projeto Mahoyo: Você sabe que pode fazer o impossível quando vê alguém fazendo, e ainda pode ir além se houver pessoas lhe dando apoio. Em um mundo cheio de roupagens, enxergar outra mulher sendo maravilhosa é simplesmente incrível e poderoso. Irmandade não se trata de excluir ou fechar um círculo. Trata-se do simples fato de que acolhendo umas às outras, somos mais fortes.

6- Deixe o amor ser livre;

Sarah Moore, ativista LGBTQ (lésbica, gay, bissexual, transsexual, queer) e Minerva, planejadora de eventos, se conheceram através do Tinder e desde então não se desgrudam mais: Amor é amor e isso é tudo o que há. Algumas pessoas amam pessoas de um gênero diferente, outras amam do mesmo. Existem pessoas que amam de diferentes maneiras. Não importa. É realmente muito simples: é a melhor coisa que possuímos. Amor é amor. Já passou da hora de todo mundo perceber isso.

7- Conhecimento é realeza;

Rita Popova é, aos 21 anos, uma empresária de sucesso: Algumas pessoas acham que ser uma mulher, e ser jovem, são dois motivos para falhar. Ser mulher não desqualifica ninguém a nada. Muito menos à suas conquistas. Ser jovem é uma condição, não um obstáculo. Aprenda, cometa erros e aprenda com cada um deles, lidere, leve as coisas à diante, chacoalhe este mundo, e aprenda mais um pouco. É um passo em direção ao futuro, a cada momento.

8- Corte as regras;

Flora Wiström é escritora e autora do blog de estilo de vida FloraNão existe nenhuma regra que diga que você deve se depilar. Não é anti-higiênico, nojento ou nada feminino. Também não há regras que digam que você não pode se depilar se quiser. Quebre os padrões, eles não importam. Seja a respeito de qualquer outra coisa: cabe à você decidir. O corpo é seu!

9- Ser diferente é o novo normal;

Maria, Pauline, Guillaume, Emma e Judy trabalham na Monki: Por que esse mundo é tão cheio de preconceito? Como podemos julgar os outros baseados nas formas e tamanhos de seus corpos, na cor da pele ou no contorno dos olhos? Sinceramente, por quê? Chega: ser diferente é normal.

10- Dance, coma, festeje, repita;

Dizem para comemorar as coisas dos outros, e isso é bom. Mas precisamos reivindicar o direito de nos sentirmos orgulhosas também! Vamos ser humildes quando for necessário e orgulhosas quando merecermos. Comemorar nossas vitórias e conquistas. Não se segure, não diga “ah, isso não é nada”. É muito e você conseguiu. Nunca se esqueça de comemorar. 

*Não podemos nos esquecer que é uma marca promovendo seu nome, mas a Monki promove também a causa de ser confortável do jeito que se é. Em tempos de tantas campanhas machistas, ver algo assim, é bem inspirador! 

Confira a hashtag #monkifesto, acesse o site da Monki e espalhe suas ideias pelo mundo!

Viciada em açúcar, Marina Gallegani é movida pelas forças da natureza e tem fome de liberdade. Jornalista, escritora e fotógrafa amadora, se entrega às cores da vida e sonha com viagens ao redor do mundo. Em constante reconstrução, acredita ser eterna e tem a certeza de que o sorvete é uma das fórmulas da felicidade.

Marina Gallegani – já escreveu posts no Follow the Colours.


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