O curitibano Wash Albuquerque, mais conhecido como ALBQRQ, já apareceu por aqui no #TattooFriday com as suas belas tattoos. Designer e artista plástico também, ele sempre trabalhou com muita cor. Na pele, explorava desde o estilo blackwork (somente tinta preta) até a aquarela (watercolor), inspirado pelas formas da natureza. Mas um acidente inesperado há alguns anos, infelizmente, o obrigou a abandonar os diversos tons. Em busca de um trabalho mais verdadeiro junto aos seus clientes e de uma arte cada vez mais autoral, o artista conta que hoje se dedica somente a tinta preta na pele:

“Tenho dificuldades para identificar ou diferenciar algumas cores, e de uns tempos para cá isso piorou um pouco. Era muito difícil executar aquarelas complexas e acabei tentando me adaptar ao preto somente. Acabei por gostar e não consigo mais deixar de lado. Ainda pinto algumas, mas normalmente galáxias, pois possuem tons que consigo distinguir bem; tenho estudado mais sobre as cores, principalmente em ilustração digital, ainda pretendo voltar a pintar, muito em breve. Talvez apenas na pele que as cores fiquem em um plano futuro, quem sabe”. 

Ao perguntarmos sobre o que vem pela frente agoraALBQRQ conta ao FTC: 

“Estou me empenhando em linhas pretas, exclusivamente ao blackwork. Tenho me influenciado muito pelo tradicional russo, e principalmente por pontilhismo e hachura, acho que estou me encontrando nesse ponto, uma evolução constante, não é? Em questão de estilo, venho estudando muito botânica, minha paixão de sempre, landscapes e também ornamentos barrocos e indianos, algo que sempre amei devido a um afeto antigo por arquitetura e design. Não sei exatamente o que vem pela frente, posso garantir que muitas loucuras, coisas fora da casinha e aleatoriedades, mas tudo com muita dedicação e amor.”

Apesar do tatuador ser super versátil, sua fase artística agora traz um pouco mais de pontilhismo, linhas finas. Suas técnicas são executada com precisão e suas inspirações continuam cada vez mais autênticas:  

“Meu trabalho sempre foi muito volátil, muita coisa me influencia, desde outros artistas, a natureza, minha rotina e até música, sim, quando meu espírito está frenético, com uma trilha no mesmo nível, minhas linhas ficam mais pesadas, a arte mais caótica, os temas fluem mais dolorosos, críticos, engraçado, não? Acho que isso acontece com todo artista ou quem quer que tente se expressar. Pois, falei muito, mas acredito que essa fase ‘evolução’ é uma constante na minha vida, estou sempre permeando por estilos, artes, culturas, e sempre sendo influenciado e me moldando conforme o momento que vivo, mas se for pra dar uma ‘label’, diria que essa é uma fase de florescimento“.

Confira mais trabalhos de ALBQRQ em seu siteFacebook e Instagram.

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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