House of Dreams Museum é o lar, galeria de arte e os registros pessoais de Stephen Wright, que exibe ao mundo as belezas e as obsessões de sua alma de artista 

Graduado em Liverpool, em 1978, Stephen Wright trabalha extensivamente há 30 anos como designer e artista. Inicialmente, no ramo de têxteis impressos. Na sequência, abriu sua própria empresa de design, comercializando projetos para Harvey Nichols, Liberty, Harrods e Selfridges, em Londres, e exportando para os Estados Unidos e Japão. Na última década, tornou-se, de fato, um artista!

Em 1998, ao assistir a uma série sobre arte forasteira, Journeys Into the Outside, Stephen começou a trabalhar, enfim, em um projeto de vida: “O Museu da Casa dos Sonhos”, no próprio lar e jardim, em East Dulwich, onde cada superfície interna e externa era coberta por objetos descartados, como bonecos, dentes falsos, perucas, tampas de garrafa a mosaicos, esculturas e colagens. Tal como escritos à mão, que remetem a eventos marcantes, de diferentes fases da vida. Basicamente, um reflexo de suas memórias e sonhos.

Junto ao seu amado companheiro Donald, Stephen passou a dedicar-se inteiramente a transformação da chamada ‘House of Dreams’. Porém, ao perder o esposo e seus pais no curto intervalo de um ano, ele modificou seu conceito para, enfim, incorporar infinitas particularidades à sua arte, expressando-se por meio da dor e profunda tristeza.

Influenciado pelo espírito e liberdade marginal, por movimentos desertores em especial, Stephen Wright traz a sua casa dos sonhos referências de ambientes franceses, incluindo La Maison Picassiette – a incrível casa dos mosaicos de Chartres -, Le Palais Idéal, em Hauterives, e a casa de Bodan Litnianski. 

Recentemente, os trabalhos de Wright foram concedidos ao National Trust para que, quando a morte visível chegar ao próprio artista, a Casa de seus Sonhos sobreviva.

ALGUNS DETALHES DA HOUSE OF DREAMS

Detalhe do santuário no museu. A boneca amassada (que incidentemente é uma de suas favoritas em toda a casa) foi comprada no mercado de Deptford. Foi atropelada por um carro.

Coleções de óculos e moldes de dentes garimpados em brechós em Paris e de doações para o museu.

Duas esculturas que o artista montou para o museu. “Elas são parte da minha família”.

À esquerda da foto, está o detalhe de uma coluna no museu. Faz parte de um arco. O ‘Memory Board’ à direita é auto-explicativo.

Uma fotografia de Michael Vaughan, seu parceiro. 

À direita estão as fotos de sua mãe e pai no jardim dos fundos de sua casa em Shavington, Cheshire. A mãe cuidava de seu pai em seus últimos anos. Stephen conta que a dependência e o amor que eles tinham um pelo outro podem ser vistos claramente nesta imagem. “É uma foto muito comovente para mim”. A foto de baixo foi tirada de seu túmulo dois anos depois, depois de ambos terem falecido.

As placas de memória escritas à mão por Stephen Wright lembram eventos importantes em sua vida.

Mosaico na parede no jardim da frente da casa. A figura grande à direita é chamada de “Espírito do Jardim”. Algumas das pedras incorporadas nessa figura foram reunidas em Sligo, na Irlanda, e em Greenwich, quando a maré vazou. Novos personagens vão surgindo em outras paredes e tudo sempre é pintado eventualmente.

Aberta a visitas, na galeria há um legado pessoal emocionante, entre lembranças, cores e texturas que, segundo o próprio artista, só terminará quando sua vida chegar ao fim. Aqui, um pequeno documentário sobre como tudo começou: 


Tocante! Vale a pena acompanhar Stephen Wright no Instagram. E claro, fazer uma visita à galeria museu se você estiver de viagem marcada para Londres

VAI LÁ: HOUSE OF DREAMS – STEPHEN WRIGHT

Endereço: 45 Melbourne Grove, East Dulwich, London SE22 8RG, Reino Unido. Mais informações sobre horários e visitas no site oficial do artista.

Aqui, você também confere outras atrações na cidade além do roteiro tradicional.

Via.

Jornalista de moda e lifestyle, Selena Escher trabalha com conteúdo. Capricorniana e pesquisadora constante, adora arte, conhecer novas culturas, viajar, comer bem, a década de 1920, música, assistir a filmes e sentir-se livre.

Selena Escher – já escreveu posts no Follow the Colours.


Você também poderá gostar de:

Comentários