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Pode-se afirmar que Londres é uma das cidades mais turísticas da Europa. Quem nunca ouviu falar do Big Ben, do Palácio de Buckingham e da icônica roda-gigante, London Eye? A capital do Reino Unido também está sempre em voga nos noticiários, seja com as últimas da família real, sobre grandes decisões políticas, ou algum show ou evento repleto de celebridades que está acontecendo nessa badalada cidade. Todo esse destaque a torna um dos destinos mais atrativos para turistas.

Quando viajam para a capital Inglesa, as pessoas geralmente seguem um tradicional roteiro turístico que envolve os pontos citados e outras atrações conhecidas como o Hyde Park, maior parque de Londres e onde se encontra a residência do Príncipe William e sua família, o Kensington Palace; o Borough Market, mercado mais antigo da cidade; e a Torre de Londres, castelo medieval onde estão guardadas as joias da coroa, localizado ao lado de outro cartão-postal da cidade, a ponte Tower Bridge – geralmente confundida com a London Bridge.

No entanto, há muito mais para se ver nesse centro efervescente de cultura e mix de nacionalidades. E não estamos falando nem da Londres suburbana e alternativa de Candem Town, distrito que abriga um dos mercados mais conhecidos da cidade e que conta com a maior concentração de pessoas exóticas da cidade. Há milhares de atrações diferentes e curiosas além dessa, e se você já esgotou as alternativas tradicionais ou quer sair do lugar-comum, temos algumas sugestões divertidas para você testar.

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A primeira delas é a House of Dreams, ou Casa dos Sonhos, um museu dedicado a objetos antigos que normalmente seriam jogados fora. No entanto, hoje formam uma coleção que inclui brinquedos velhos e quebrados, bonecas, imagens, discos, bibelôs e outros apetrechos que forram paredes, chão e teto do primeiro andar da residência do artista Stephen Wright, idealizador do projeto.

Os objetos formam alguns mosaicos e esculturas neste local que pode tanto ser considerado incrível, quanto um pouco macabro por alguns. A entrada custa de 5 (estudantes) a 10 libras e o horário de funcionamento do museu varia de acordo com a época do ano, mas geralmente vai das 10 h às 16 h.

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A rede de metrô de Londres é a terceira maior do mundo e as estações são sempre movimentadas dia e noite, exceto algumas que foram desativadas. Esses túneis e estações em desuso recentemente se tornaram parte de um tour exclusivo e com entrada restrita. Para quem gosta de locais secretos, históricos e fantasmagóricos essa é uma atração a se considerar.

O Museu do Transporte de Londres organizou um roteiro entre essas estações subterrâneas e abrigos utilizados durante a segunda guerra mundial. Um dos mais interessantes talvez seja o de Down Street, onde o primeiro-ministro da época, Winston Churchill, organizava reuniões de gabinete sobre a guerra e se refugiava durante os bombardeios alemães.

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Outra forma de entretenimento interessante dos londrinos são os cinemas ao ar livre, especialmente no verão. O mais legal dessa experiência são as localidades: eles são instalados no topo de prédios, em frente a lugares históricos, no meio de jardins e até sobre um barco que cruza o Tâmisa. Alguns ambientes são decorados de acordo com o filme, outros oferecem pufes, almofadas e cobertor, ou apenas uma cadeira de praia.

Os mais bem cotados são o Rooftop Cinema, que é montado em Shoreditch, Stratford, Peckham e Kensington; o Backyard Cinema, em Clapham, que cria espaços temáticos, como florestas e cenários de neve; e o Luna Cinema, que geralmente transmite os filmes mais clássicos e se muda para uma locação interna no inverno – atualmente está dentro na Estação Termelétrica de Battersea.

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Mais um lugar inusitado para se conhecer é o chamado God’s Own Junkyard, no norte da cidade, em Walthamstow. É meio difícil explicar o que  é exatamente, mas imagine um mundo de neon, com uma mistura de placas e sinais de clubes do Soho dos anos 60 e peças utilizadas em filmes, como Capitão América, Batman, Byzantium, De Olhos Bem Fechados etc.

Além de outros itens da coleção pessoal de Chris Bracey, artista e idealizador da atração. O local não é muito grande, mas abriga a maior acervo de sinais de neon da Europa. Ele fica aberto aos finais de semana, das 11 h às 21 h (18h aos domingos) e o melhor é que a entrada é gratuita e os visitantes podem relaxar no café/bar instalado nos fundos.

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Londres também possui sua própria mini-Veneza, um conjunto de canais artificiais que cortam a cidade e confluem na chamada Little Venice – perto da estação de Paddington. Quem já visitou a versão original italiana pode não encontrar muitas semelhanças, mas este passeio é uma opção tranquila para quem quer relaxar e apreciar uma bela vista em meio ao caos urbano.

No verão há diversos festivais na beira do canal, que pode ser percorrido a pé, de bicicleta ou barco. A região é repleta de bares, cafés e restaurantes e o local de encontro do Regent’s Canal com o Grand Junction Canal é envolto por pitorescos barquinhos ancorados, uma atração à parte.

Há ainda centenas de atividades e lugares para ver e conhecer, para todos os gostos. Em uma cidade com as proporções de Londres fica fácil sair do óbvio e encontrar coisas únicas e inusitadas para fazer, basta uma pesquisa mais aprofundada, ou apenas se perder pelas ruas da capital. Certamente não vai demorar para achar algo que te entretenha!

 Curtiu as dicas? Aqui você confere mais 10 dicas de lugares para aproveitar o que Londres tem de melhor – e sem desembolsar muito dinheiro!

Carol T. Moré é editora do FTC. Internet, café, todo tipo de arte, viagens e pequenos detalhes da vida a fazem feliz. Acredita que boas histórias e inspirações transformadas em pixels conectam pessoas.

Carol T. Moré – já escreveu posts no Follow the Colours.


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